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Donna Haraway

EMENTA

UniversidadeUFPB PPGAU
ProfessoresPablo DeSoto & José Pérez de Lama (Universidad de Sevilla)
Semestre2020.2
Créditos/carga horária1Cr /15h
Datas/HorarioQuartas 9h a 12h – Días 9, 16, 23 e 30 de Setembro.
LocalOnline

O curso aborda o pensamento de Donna Haraway, acadêmica de ciência e tecnologia, teoria feminista e estudos multiespécies, e professora emérita do departamento de Historia da Consciência da Universidade de California. Se nos anos 80 a autora explorou a figura do ciborgue a partir de uma crítica feminista ao patriarcado e ao militarismo, seu trabalho recente investiga criticamente a proposição do Antropoceno. Em meio à devastação ambiental cada vez maior, Haraway oferece no seu último livro Seguir com el problema / Ficar com o Problema novas e instigantes maneiras de reconfigurar nossas relações com a terra e seus habitantes. Ela evita referir-se ao nosso tempo presente como o Antropoceno: prefere o conceito do que chama de Chthuluceno, pois descreve melhor o nosso tempo como aquele em que humanos e não humanos estão cada vez mais inextricavelmente ligados em práticas tentaculares. O Chthuluceno, explica Haraway, requer simpoiesis, ou fazer-com, ao invés de autopoiese ou autocriação. Aprender a ficar com o problema de viver e morrer juntos em uma terra ferida favorecerá um tipo de pensamento que fornecerá os meios para construir um futuro mais habitável.

Clase 1 – Introducción

Introducción al pensamiento de Donna Haraway. Presentación de las tareas del curso. 

Sin Tarea.

Clase 2 – La figura del ciborg

Lectura: El Manifesto ciborg – ciencia, tecnologia y feminismo socialista al final del Siglo XX. (35 págs)

Tarea: Escribir un micro relato (300 palabras) y crear un artefacto visual ilustrativo (puede ser un squetch, collage, video, etc) de tu condición ciborg.

Clase 3 – Chthuluceno

Lectura: Introducción, Capítulo 2  y Capítulo 4 de Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno (41 páginas).

Tarea: Explorar una sensibilidad multiespecies de la ciudad donde vives a través de la observación, hacer unas anotaciones sobre aquellas especies que te interesen, ¿qué es lo que está en juego? (500 palabras) y unas notas visuales (puede ser un collage,video, etc).

Clase 4 – Simpoiesis

Lectura: Capítulo 3 de Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno (41 páginas).

Tarea: A partir de la observación multiespecies, imaginar un proyecto multiespecies que combine arte, biología, activismo (500 palabras) y a partir de las notas y squeches antiorores comenzar a crear un artefacto visual ilustrativo (puede ser un collage,video, etc) sobre las arquitecturas e infraestructuras del Chthulucenoque serán necesarias para sostener a las comunidades multiespecies del futuro.

Desenho cartaz: Carolly Barbosa

REFERÊNCIAS

Haraway, Donna, and Helen Torres (Trad). Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno. Bilbao: Consonni, 2019.

Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.

Haraway, Donna. Anthropocene, Capitalocene, Chthulucene: Staying with the Trouble. The Art of Living in a Damaged Planet. Santa Cruz, California, 2014. 

Fabrizio Terranova, “Cuentos para la supervivencia terrenal”, 

“Seguir con el problema” de Donna Haraway / conversación entre Donna Haraway y Helen Torres / subtítulos en español 


Students works:

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Climate Futures

UniversidadeUFPB PPGAU
Semestre2020.2 (com Letícia Palazzi Pérez)
Créditos/carga horária2Cr /30h
Datas/HorarioTerças e Quintas 9h a 12h, Setembro
LocalOnline

EMENTA

Em outubro de 2018 o Painel Intergovernamental de Mudança Climática – IPCC, lançou o Relatório Especial Global Warming 1.5, afirmando que, desde a era pré-industrial, o Planeta já aqueceu 1ºC e entre 2030 e 2052 o aquecimento deve chegar a 1.5ºC. Ou seja, em 100 anos a temperatura planetária aumentou aproximadamente 1oC e em um período de 10 a 30 anos deve subir mais 0.5ºC, caso as emissões GEE continuem nos níveis atuais. Em termos práticos, significa que estamos alcançando um ponto de inflexão climática irreversível, que devem provocar impactos ainda mais significativos que os atuais, tanto na sociedade quanto nos ecossistemas. As zonas costeiras, onde vive metade da população do planeta, vão ser as mais afetadas. Serão necessárias transformações urbanísticas que permitam a adaptação às novas dinâmicas climáticas e, numa perspectiva ampla, a transição para uma urbanização mais ecológica. Através de uma série de leituras científicas e de ficção especulativa, o curso explora as causas e os impactos das mudanças climáticas nas áreas urbanas costeiras brasileiras, e propõe o desenho de cenários da cidade de João Pessoa para as próximas décadas em chave de adaptação e justiça climática.

Referências 

Bai, X. et al. (2016) Plausible and desirable futures in the Anthropocene: A new research agenda. Global Environmental Change. V39: 351-362.

Elmqvist, T. et al. (2018) Urban Tinkering. Sustainability Science. V13:1549–1564.

Bacigalupi, P. (2010). The windup girl. Orbit, London.

Elmqvist, T. et al. (2019). Sustainability and resilience for transformation in the urban century. Nature Sustainability | V2: 267–273.

IPCC (2018) Global Warming 1.5 | Special Report. SPM e Capítulos 2, 4 e 5. Cambridge, UK and New York, NY, USA: Cambridge University Press.

Lodi-Ribeiro, G. (Ed.). (2013). Solarpunk: histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável, 1. ed. ed. Ed. Draco, São Paulo.

O’Neill B., et al. (2017). The Roads Ahead: Narratives for Shared Socioeconomic Pathways Describing World Futures in the 21st Century. Global Environmental Change 42: 169–80.

Robinson, K. Stanley. (2018). Nueva York 2140. Orbit.


Interactive platform:

Futuros Climáticos (portuguese)

Climate Futures (english)

Student Works:

Alice Piva
Barbara Lumy
Liliane Leal
Thuany Guedes
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Gota d Agua

Ação direta de cidadania que foi parte do curso Mapeando o Comum Urbano. A ação foi realizada durante a manhã do sábado 26 de Outubro nas “Piscinas Naturais de Corais da Praia do Seixas”, que situa-se no litoral sul e fica em frente à “Falésia do Cabo Branco” e ao Farol do Cabo Branco e à Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.

A ação consistiu em uma simulação e performance ativa em que professores, estudantes e extensionistas vestiram-se de cientistas e pesquisadores que embarcaram em um catamarã turístico em total silêncio e com roupas específicas de proteção contra poluição e resíduos tóxicos. Outros estavam vestidos como seguranças e trajavam roupas pretas. Todo o percurso de barco foi marcado pela curiosidade dos turistas e pessoas em torno dos trajes e do grupo que destoava do sentido costumeiro de lazer. Os matérias utilizados além das roupas de proteção, foram fitas de isolamento de área nas cores amarelo e preta, luvas óculos, macacões e um megafone.

Ao ancorar o barco a tripulação de cientistas e seguranças desceram e seguiram em fila indiana e para isolar uma área de corais, em seguida foi feita um fala no megafone de alerta aos perigos e danos que vem acontecendo tanto aos corais e à falésia e a mata atlântica devido ao turismo predatório e às atuais e antigas políticas estimuladas, desenvolvidas ou ausentes no e pelo Estado em suas diversas esferas: Federal, Estadual e Municipal. Muitos turistas se interessaram em perguntar o porquê da ação, e o capitão da embarcação divulgou no microfone que a ação estava sendo desenvolvida por estudantes e professores preocupados com as condições ambientais já citadas. Divulgou-se a conta do Instagram do projeto e a plataforma digital.

Em seguida o grupo se dirigiu para a outra parte dos corais e novamente cercou uma determinada área. Teve-se acesso ao microfone da embarcação e pode-se divulgar qual era a intenção da ação, os riscos que o “bem comum” da cidade vem tendo, assim como todo o intuito de alerta radical e de ação educativa e criativa. Após isso houve a interação da equipe com os turistas e trabalhadores que se mostraram em parte interessados na causa. O projeto e suas plataformas digitais tiveram um alcance inesperado de mensagens. Ao retornar para a praia o grupo ainda se reuniu para um almoço e discutiu as futuras ações a serem realizadas dentro da mesma proposta teórica e metodológica da cartografia radical e crítica e da discussão sobre os bens comuns ameaçados na capital paraibana.

A equipe muito comprometida e multidisciplinar continua ativa e considera a ação como exitosa. A mobilidade urbana, a segregação sócio-espacial, a poluição e o desmatamento, assim como a verticalização da cidade são elementos que fazem parte dessa problematização sobre as cidades e seus bens comuns.

* Texto por Ricardo Bruno Cunha Campos (Cientista Social – Professor da SEECT – PB)

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Cartography of endangered Rivers and Corals

CARTOGRAFIA DOS RIOS E CORAIS AMEAÇADOS DE JOÃO PESSOA

A ÁGUA é o principal bem comum que sustenta a vida no Planeta. Na cidade de João Pessoa, no Nordeste do Brasil, existe em abundância, escoando pelos seus aquíferos, mangues, rios e litoral. Mas, em prol do lucro e da especulação imobiliária, esse bem comum está ameaçado: o sistema hidrológico da cidade caminha para um colapso. Os rios estão poluídos. Apenas 70% da cidade está conectada à rede de esgoto. A gestão negligente dos corpos d’água causa sérios danos à saúde pública e prejuízos aos pescadores artesanais e comunidades ribeirinhas, além de comprometer o abastecimento da cidade. No mar, os corais, nosso bem comum mais precioso, estão ameaçados pelo turismo descontrolado, o aumento da temperatura do Oceano e a erosão da Barreira do Cabo Branco. A natureza da costa vem sendo eliminada sistematicamente para alocar projetos megalomaníacos que drenam o dinheiro público e causam a perda de habitat para a vida animal e vegetal. E os pobres são os que mais sofrem com esses problemas ambientais. Chegamos ao limite.

Este mapa é fruto de um trabalho coletivo começado entre os dias 21 e 26 de outubro de 2019 no âmbito dos cursos Mapeando o Comum Urbano e Tópicos Especiais em Urbanismo do DAU e do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, e do projeto de extensão do Departamento de Geociências, ambos da Universidade Federal da Paraíba. O curso propôs um método de laboratório interdisciplinar, desenvolvido anteriormente em várias cidades do mundo, onde encontram-se para trabalhar juntos arquitetos, geógrafos, ativistas, artistas visuais, cientistas sociais e estudantes de diferentes áreas de conhecimento. Quatro principais bens comuns ameaçados da cidade de João Pessoa foram identificados e parametrizados: o Rio Gramame, que é a principal fonte de abastecimento de água da região metropolitana, se encontra poluído pelos agrotóxicos da agricultura e rejeitos industriais; o Rio Jaguaribe, que atravessa a cidade de sul a norte recebendo esgotos domésticos e resíduos depositados de modo irregular no sistema de drenagem da cidade; o Rio Sanhauá e o Porto do Capim, berço e patrimônio histórico da cidade, são alvos recentes da especulação imobiliária e do turismo predatório; e por fim, o sistema de falésias do Cabo Branco, que é margeado pelo terceiro maior recife de corais do mundo, e que vem sendo destruído pela supressão da mata atlântica e um sistema inadequado de drenagem.

Coordenação: Pablo DeSoto, Letícia Palazzi Perez, Andrea Porto Sales, Paulo Rossi.
Projeto gráfico: Yumi Nsh, Rodolfo Santana, Raissa Monteiro.
Contribuiram: Flavia Bezerra, Gabriella Almeida de Oliveira, Ian Coelho, João Luiz Carolino, Lincoln Almeida, Mariana Oliveira, Yanna Garcia, Aurora Caballero, João Batista, Aurora Caballero, Raissa Monteiro, Adelmar Barbosa, Andrea Cavalcanti, Arthur Chacon, Ricardo Bruno Cunha Campos, Danielle Guimarães, Eleonora Paoli, Maria Carmen Cavalcanti, Mariana Daltro, Rafaella Dantas, Beatriz Pires, Elisa Carneiro, Matheus Pontes, Aline Ramalho, Ana Beatriz Nóbrega, Ivana Accioly, Jessica Rabello, Ivanildo Santana, Jailma Carvalho, Izanilde Barbosa da Silva, Alessandra Soares, Guilherme Cavalcanti, Maria Heloísa Oliveira, Mariana Ribas, Marilia Dornellas, Mirelli Gomes, Nilton Fernandes, Sidney Pereira & Yan Azevedo.
Organização: PPGAU e DGEOC, Universidade Federal da Paraíba.
Agradecimentos: Espaço Cultural José Lins Do Rego, Pedro Rossi, Iconoclasistas.
Apoio: IESP.
instagram @projetogotadagua

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Arquitetura Ambiental

UniversidadeUFPB PPGAU
Semestre2020.1
Créditos/carga horária1Cr /15h
Datas/HorarioTerças 9h a 12h (24 Março a 7 Maio)
LocalOnline

EMENTA

A nossa casa está a arder, como explica Greta Thunberg. Queimadas e desmatamento crescentes na Amazônia, rompimento de barragens em Minas Gerais e morte do Rio Doce, emergência climática, são as noticias de nosso dia a dia no Brasil. A intensidade da devastação ambiental demanda novas formas de ensino e de produção de conhecimento baseadas em um pensamento transdisciplinar, engajado e decolonial, que tenha foco na codependência das formas de vida e os sistemas da Terra, assim como a coexistência de visões alternativas de mundos, como expressadas por diferentes sociedades. O curso Arquitetura Ambiental propõe uma série de leituras e exibição de filmes contendo um leque amplo de textos e vozes, desde o feminismo ao pensamento indígena, do ativismo a os estudos da ciência, da ecologia política ao novo campo das humanidades ambientais. A atividade prática do curso consiste no desenho de uma representação arquitetônica especulativa baseada na bibliografia do curso.

BIBLIOGRAFIA

Krenak, A., 2019. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras, São Paulo, SP.

Danowski, D., Viveiros de Castro, E., 2014. Há mundo por vir?: ensaio sobre os medos e o fins. Cultura e Barbárie ; Instituto Socioambiental, Florianópolis : São Paulo.

Tsing, A.L. (Ed.), 2017. Arts of living on a damaged planet. University of Minnesota Press, Minneapolis.


STUDENT WORKS

Simpoi Ex Machina, Alice Piva
Haunted Landscapes of Extraction, Eleonora Paoli
Os Cores da Cidade Submersa, Mirelli Gomes

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Resist as Forest

cityscape video projection on the Olavskvartallen

“To be able to resist we must become forest – and resist as forest. Like a forest that knows that it carries the ruins, that carries with it both what is and what is no longer. It seems to me that it is this political-affective feeling that we need to shape to make sense of our action.” Eliane Brum, Rainforest Journalism Fund meeting, Manaus, Brazil (12/7/2019).

RESIST AS FOREST, an ARTEC-produced art exhibition and cityscape installation
@ Adressaparken, an interactive cyberpark, September 27th 2019

Resist as Forest was a site-specific art intervention designed for Adressaparken, an interactive park in Trondheim as part of the NTNU Artist-in Resident Program. It was created by Pablo DeSoto, a Brazil-based scholar and cartographer and the 2019 NTNU ARTEC Artist in Residence and curated by Hanna Musiol (ISL/ARTEC), together with local artists, scholars, technologists, and community members (Alex Murray-Leslie, Andrew Perkis, Sara Brinch, Olga Lehman, Shreejay Shrestha, Vilde Borgan, and Ada Hoel). It was directly inspired by the work on deforestation, art, and knowledge-making of an award-winning journalist and writer, Eliane Brum. The material for the video and sound installation had been developed in a series of workshops and lectures in Brazil and Norway, in collaboration with NTNU students, artists, and environmental activists.

multilingual environmental storytelling session

Resist as Forest used the Trondheim interactive park, Adressaparken, but also expanded the form and scope of the artistic intervention. It involved an immersive sound installation, a cityscape 3D video projection on the Olavskvartallen, a multilingual environmental storytelling session, a street theatre, and a public assembly. The sound installation at Adressaparken was a composition mixing public domain Amazon wildlife sounds and local Norwegian rainforest, together with multilingual statements from forest protectors, local and transnational artists, scholars, and students. On September 27, as part of the Global Climate Strike, Adressaparken was converted into a temporary planetary art space for artist and civic engagement devoted to the current ecological crisis in the Amazon rainforest and beyond.

Institutional Partners: The event was organized by NTNU ARTEC and Adressaparken with the support of the Humanities Faculty, Trondheim Kunstakademiet (KiT) at NTNU, Trondheim PoesiKveld, and Gibberish / Artistic Directors: Pablo DeSoto and Alexandra Murray-Leslie / Curator: Hanna Musiol / Organizers: Hanna Musiol, Andrew Perkis, and Sara Brinch / Moderators: Olga Lehmann, Sophia Efstathiou, Stella Mililli / Student Assistants: Shreejay Shreshta, Vilde Borgan, Sepehr Haghighi

Special thanks for advice, resources, soundwork, images, tech support, & trust: Dagfinn Dybvig; Sofie Månsson; Irene Dominguez & World Cultures United; the Kayapo people; Andreas Bergsland; Robin Støckert; Aajege, Ánde Somby, Helen Murray, and Aida Miron; Frank Ekeberg; codeofconscience.org; the Macaulay Library; students @ Music / Music Technology, Trondheim Kunstakademiet (KIT) & Department of Language and Literature: Christopher Logan, Siddharth Gautam Singh, Ada Mathea Hoel, Unnur Andrea Einarsdóttir, Mina Paasche, Joachim Sture, Jørgen Wassvik, Berke Ince, Lisa Størseth Pettersen, Samrridhi Kukreja, Jennifer Petzold, Srinavin Shiva, Chen Lili Zaneta Jianing Zuo, Erin Akawachi, Hilde Edvardsen, Karolina Jawad, Aage A. Mikalsen, Sigrid Voll Bøyum, Woon Ting Chan, Bjørg Madelén Gamborg-Nielsen, Mahsa Hamed Mousaviyan, Laura Henrike Hurenkamp, Erina Kawachi, Trond Nesheim, Jennifer Petzold, Srinavin Kumar Raja, Shiva Sherveh, Lili Zaneta, Jianing Zuo, Brooke Eriksen, Mari Ellevseth Oseland, Jørgen Vie, & Vova Gabissov; Krzysztof Orleanski, Adressaparken; Besteforeldrenes Klimaaksjon & Natur og Ungdom; Heli Aaltonen; NTNU Environmental Humanities Research group; Litteratur for Inkludering; & Kunsthall Trondheim.

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Arquitetura no Antropoceno

UniversidadeUFPB PPGAU
Créditos/carga horária1Cr/15h
Semestre2019.2
Datas/Horario16 a 25 de Outubro, 18 a 22 h
LocalLAurb
EmentaPDF

EMENTA

Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propõe uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues (Mariana, MG).

Bento Rodrigues

A pequena localidade mineira de Bento Rodrigues se convertia em novembro de 2015 numa Pompéia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de uma barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.

A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: município, região, planetária.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

Chakrabarty, Dipesh. 2013. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91. Cultura e Barbarie.

BIBLIOGRAFIA SECUNDARIA

Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).

Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76. Ediunec.

Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade. Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.

Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.

Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.

Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.

Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.

Student works:

The impact of the disaster under the scope of the Planetary Boundaries offered by the Stockholm Resilience Centre. Mariana disaster planetary boundaries. Estudante: Talita Stael

	
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Tentacular Lexicon

Tentacular Lexicon was a commission for the exhibition ‘Facing the Anthropocene’, a call to seven international artists to reflect on, and produce visual responses and a street guerrilla strategy to the questions the Earth is facing. It was curated by Carlota Mir and it included the works of Mari Bastashevski, Robel Temesgen, Marian Garrido, Han Sungpil, Grupo TOMA, Pinar Yoldas and Pablo DeSoto.

With a meteoric rise in recent years as one of the academic terms that define our contemporaneity, the Anthropocene is today a mega-concept whose hegemony is difficult to escape. The Holocene was left behind, current geological epoch is defined by the effects of human activity from the bedrock to the limits of the stratosphere. Overwhelming global data evidences that atmospheric, geologic, hydrologic, biospheric and other Earth system processes are now altered by humans. Capturing public imagination in the natural sciences, the humanities and the arts, the Anthropocene has moved quickly from a proposal on the geological periodization of the planet to a multidisciplinary conversation of wide range generating new research projects, books, academic journals, doctoral theses, seminars, art exhibitions and cultural programs worldwide.

Diving into that emerging interdisciplinary framework, «Tentacular Lexicon» addresses the Anthropocene both as a geological concept and a popular one by exploring propositions that critically inquire the term beyond stratigraphy and Earth system sciences. It visualises the lexicon from three books: Donna Haraway’s Staying with the Trouble: Making kin in the Chthulucene; Deborah Danowski & Eduardo Viveiros de Castro’s The Ends of the Worlds; and Anthropocene or Capitalocene? Nature, History, and the Crisis of Capitalism, edited by Jason M. Moore. From different situated practices and disciplines, these contributions contest the way of naming of the Anthropocene, pointing out the need to open up the conversation to other narratives and ways of knowing.

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Pablo DeSoto’s Tentacular Lexicon

Facing the Anthropocene exhibition was displayed in May 2018 at Kulturhuset Stadsteatern, part of New Shape Forum: Open Sessions – Global Challenges Foundation, Stockholm, and by the streets of Stockholm. For some weeks, hundreds of copies of the wonderful posters invaded the streets of Stockholm, luring passers-by into looking at soundscapes of human destruction, thinking about Gaia, Adbar, the Capitalocene, energy drink cans in future wastelands, making kin, possible architectural futures, and melting glaciers.

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The Zone

The Zone is a project by Román Torre and Pablo DeSoto. It is the winning project in the 6th DKV – Álvarez Margaride Production Scholarship, organised by LABoral Art Center in conjunction with the DKV insurance company, and it was produced during a residency at Plataforma 0, LABoral’s production centre. It was exhibited from June 20 to October 21, 2018

The Zone is an interactive installation that presents, in a didactic way, some elements of the exclusion zone of Fukushima in Japan. It reflects  about the Anthropocene/Capitalocene landscapes of our damaged planet. It takes its name from a real physical space, the exclusion zone established as a consequence of the Fukushima nuclear disaster in Japan.

The exclusion zone is the evacuated area as a result of the maximum level nuclear accident unleashed when the earthquake and the tsunami forces of March 11, 2011, collided with The Fukushima Daiichi nuclear power plant. 160.000 people were forced to leave their homes and workplaces in a matter of minutes when the containment buildings which contain four reactors, began to explode one after another, spreading their invisible radioactive particles into the environment. The area declared uninhabitable for humans comprises a geographical area of 800 square kilometres around the destroyed nuclear power station.

The Zone is also a metaphor that constructs the mythology of the present, warning us against dreams of technological progress turned into nightmares. The project explores the possibilities of art & cartography displays in understanding contemporary environmental disasters.

The Zone. Photo by Marcos Morilla, courtesy of LABoral.
The Zone. Photo by Marcos Morilla, courtesy of LABoral.
The Zone. Photo by Marcos Morilla, courtesy of LABoral.

The project consists of four main parts: 1/ an outdoors installation, 2/ an interactive map, 3/ a workers area, 4/ a documentation area.

An outdoors installation occupy the public space at the entrance of LABoral Art Center. It consists of a deposit of radioactive bags evoking the storage facilities for contaminated soil from the nuclear crisis spread over all the ridges of Fukushima prefecture.

The main piece is an 80 square metres interactive map. The map is projected on the floor allowing the visitors to walk on the top of it. Five digitally fabricated objects on its surface, when approached by the visitor, activate a specific story. These stories include 1/ the earthquake and tsunami, 2/ the multiple nuclear reactor meltdowns, 3/ the evacuation of the population, 4/ the first journalist to get into the Exclusion Zone, and 5/ the citizen science as a response to the radiological disaster.

The workers’ area is a tribute to the thousands of workers, mostly subcontract ones, who enter Fukushima Daiichi Nuclear Power Plant everyday or work in the decontamination brigades. It includes a Geiger Counter developed by Safecast, a citizen science community established in Japan as a response to the nuclear disaster.

The documentation area includes books, reports, photos and academic papers on the Fukushima Daiichi nuclear disaster. It additionally includes resources from primary sources collected in Japan between November 2011 and February 2012. Selected Academic Papers are organised into six main categories: Social Movements, Citizen Science, Philosophy, Ecosystems, Activism, Workers and Public Health.