O curso propõe uma exploração teórica e prática de projetos e dispositivos digitais no espaço público. A parte teórica apresenta um estudo crítico das relações do humano com seu espaço analógico e digital: sociedade rede, espaço dos fluxos, protocolos, espaço híbrido, ciborgues espacialmente estendidos, governança algorítmica, stacks. A parte prática consiste no desenho de um projeto real para Adressaparken, um espaço publico tecnológico na cidade de Trondheim. Vinculado a Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (NTNU), Adressaparken é um laboratório para pesquisa e inovação, teste de novas soluções, debate social e comunicação de conhecimento relacionado a arte e tecnologia digital no espaço urbano. Como parte da estância de pesquisa em NTNU do professor Dr Pablo DeSoto, o projeto será implementado de fato na segunda semana de Outubro. A proposta de intervenção pode explorar, por exemplo, as possibilidades da arquitetura como interface comunicativa digital entre geolocalizações remotas, criando um espaço público tecnológico ampliado entre Trondheim, Noruega e algum lugar na Amazonia de Brasil.
Professores colaboradores: Dr Lincoln David, Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAViD) UFPB; Dra Leticia Palazzi, PPGAU UFPB; Dra Thais Gaudencio, Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAViD) UFPB; Tatiana Wells, Cultura digital Brasil.
BIBLIOGRAFIA
Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.
DeSoto, Pablo. Situation Room: Diseñando un Prototipo ciudadano de Sala de Situación. dpr-barcelona, 2011.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.
Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.
Pérez de Lama Halcón, José. Devenires cı́borg: arquitectura, urbanismo y redes de comunicación. Universidad de Sevilla, 2006.
Rheingold, Howard. Smart Mobs: The Next Social Revolution : Transforming Cultures and Communities in the Age of Instant Access. Reading, MA: Basic Books, 2007.
Curso Projetos e Dispositivos Digitais no Espaço Público realizado no Espaço Cidadania Digital TCE Jaguaribe.
PROGRAMA
Aula 1 – 19 de Agosto
Introdução ao curso (Pablo DeSoto)
Do Sputnik ao Stack: Arquitetura na época da computação a escala planetaria (Pablo DeSoto)
Aula 2 – 20 de Agosto
Seminário a partir dos textos da bibliografia (todos os participantes).
Adressaparken, espaço público tecnológico en la ciudad de Trondheim (Pablo DeSoto & Lincoln David)
Resistir como Floresta (Pablo DeSoto).
Entendendo o desmantamento atual na Amazonia (Leticia Palazzi).
Aula 3 – 21 de Agosto
Entendendo o fondo Amazonia e relação com a Noruega (Tatiana Wells).
Inteligencia artificial e cartografia dinamica online (Thais Gaudencio).
Aula 4 – 22 de Agosto
Trabalho em sala de aula. Apresentação das propostas.
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Resist as Forest
cityscape video projection on the Olavskvartallen
“To be able to resist we must become forest – and resist as forest. Like a forest that knows that it carries the ruins, that carries with it both what is and what is no longer. It seems to me that it is this political-affective feeling that we need to shape to make sense of our action.” Eliane Brum, Rainforest Journalism Fund meeting, Manaus, Brazil (12/7/2019).
RESIST AS FOREST, an ARTEC-produced art exhibition and cityscape installation
@ Adressaparken, an interactive cyberpark, September 27th 2019
Resist as Forest was a site-specific art intervention designed for Adressaparken, an interactive park in Trondheim as part of the NTNU Artist-in Resident Program. It was created by Pablo DeSoto, a Brazil-based scholar and cartographer and the 2019 NTNU ARTEC Artist in Residence and curated by Hanna Musiol (ISL/ARTEC), together with local artists, scholars, technologists, and community members (Alex Murray-Leslie, Andrew Perkis, Sara Brinch, Olga Lehman, Shreejay Shrestha, Vilde Borgan, and Ada Hoel). It was directly inspired by the work on deforestation, art, and knowledge-making of an award-winning journalist and writer, Eliane Brum. The material for the video and sound installation had been developed in a series of workshops and lectures in Brazil and Norway, in collaboration with NTNU students, artists, and environmental activists.
multilingual environmental storytelling session
Resist as Forest used the Trondheim interactive park, Adressaparken, but also expanded the form and scope of the artistic intervention. It involved an immersive sound installation, a cityscape 3D video projection on the Olavskvartallen, a multilingual environmental storytelling session, a street theatre, and a public assembly. The sound installation at Adressaparken was a composition mixing public domain Amazon wildlife sounds and local Norwegian rainforest, together with multilingual statements from forest protectors, local and transnational artists, scholars, and students. On September 27, as part of the Global Climate Strike, Adressaparken was converted into a temporary planetary art space for artist and civic engagement devoted to the current ecological crisis in the Amazon rainforest and beyond.
Institutional Partners: The event was organized by NTNU ARTEC and Adressaparken with the support of the Humanities Faculty, Trondheim Kunstakademiet (KiT) at NTNU, Trondheim PoesiKveld, and Gibberish / Artistic Directors: Pablo DeSoto and Alexandra Murray-Leslie / Curator: Hanna Musiol / Organizers: Hanna Musiol, Andrew Perkis, and Sara Brinch / Moderators: Olga Lehmann, Sophia Efstathiou, Stella Mililli / Student Assistants: Shreejay Shreshta, Vilde Borgan, Sepehr Haghighi
Special thanks for advice, resources, soundwork, images, tech support, & trust: Dagfinn Dybvig; Sofie Månsson; Irene Dominguez & World Cultures United; the Kayapo people; Andreas Bergsland; Robin Støckert; Aajege, Ánde Somby, Helen Murray, and Aida Miron; Frank Ekeberg; codeofconscience.org; the Macaulay Library; students @ Music / Music Technology, Trondheim Kunstakademiet (KIT) & Department of Language and Literature: Christopher Logan, Siddharth Gautam Singh, Ada Mathea Hoel, Unnur Andrea Einarsdóttir, Mina Paasche, Joachim Sture, Jørgen Wassvik, Berke Ince, Lisa Størseth Pettersen, Samrridhi Kukreja, Jennifer Petzold, Srinavin Shiva, Chen Lili Zaneta Jianing Zuo, Erin Akawachi, Hilde Edvardsen, Karolina Jawad, Aage A. Mikalsen, Sigrid Voll Bøyum, Woon Ting Chan, Bjørg Madelén Gamborg-Nielsen, Mahsa Hamed Mousaviyan, Laura Henrike Hurenkamp, Erina Kawachi, Trond Nesheim, Jennifer Petzold, Srinavin Kumar Raja, Shiva Sherveh, Lili Zaneta, Jianing Zuo, Brooke Eriksen, Mari Ellevseth Oseland, Jørgen Vie, & Vova Gabissov; Krzysztof Orleanski, Adressaparken; Besteforeldrenes Klimaaksjon & Natur og Ungdom; Heli Aaltonen; NTNU Environmental Humanities Research group; Litteratur for Inkludering; & Kunsthall Trondheim.
Projeto de Edificações em áreas de interesse histórico. Conservação e renovação arquitetônica. Aspectos relativos à percepção dos conjuntos arquitetônicos em áreas de interesse histórico-cultural.
2. OBJETIVO GERAL
Desenvolver anteprojeto arquitetónico de valor histórico-patrimonial e carater de memorial na localidade de Bento Rodrigues.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Desenvolver técnicas avançadas de coleta de dados em áreas de interesse histórico; entender a traves da cartografia os processos históricos em suas múltiplas escalas sócias, económicas e ambientais; desenvolver visão crítica sobre a área de intervenção entendendo as dinâmicas ali instaladas mas também as redes e fenômenos amplos vinculados; propor programa de intervenção buscando novos cenários ligados à contemporaneidade; desenvolver composições arquitetônicas que possam se integrar ao entorno já construído; desenvolver capacidades para trabalho colaborativo e interdisciplinar; introduzir as escala planetária na concepção do projeto arquitetônica.
4. INTRODUÇÃO
Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propone uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues.
No final de ano 2015 a pequena localidade mineira de Bento Rodrigues (Mariana, MG) se convertia numa Pompeia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de um barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.
5. SITIO
Bento Rodrigues é um subdistrito no município mineiro de Mariana. O subdistrito encontra-se a 35 km do centro de Mariana e a 124 km de distância da capital do Estado, Belo Horizonte. Em 2015, Bento Rodrigues tinha uma população estimada em 600 habitantes, que ocupavam cerca de 200 imóveis. O subdistrito foi um importante centro de mineração do século XVIII e o caminho da histórica Estrada Real atravessa seu centro urbano, ligando-o aos distritos de Santa Rita Durão e de Camargos. Atualmente a área ainda se caracteriza pela intensa atividade de extração mineral. No subdistrito se localizam as barragens de rejeitos de mineração denominadas Fundão e de Santarém, ambas operadas pela empresa mineradora Samarco. Além da mineração, o turismo também movimenta a economia local. Bento Rodrigues conta com um hotel fazenda logo na entrada do subdistrito, além de belezas naturais como Cachoeira do Ouro Fino, uma queda d’água de 15 metros, com lago de 5×3 metros e profundidade máxima de 1,5 m. Nas adjacências do subdistrito, além do rio Gualaxo do Norte, localizam-se distritos e povoados como os de Paracatu, Paracatu de Baixo, Rio Doce, Camargos, Barra Longa, Santa Rita Durão, Barreiro e Gesteira. Um novo povoado de Bento Rodrigues será construído para que os antigos habitantes possam deixar as casas alugadas e voltar às suas vidas. Em maio de 2016, foi decidido que os prédios ficarão em um terreno a cerca de nove quilômetros do distrito destruído; uma área de 89 hectares de propriedade conhecida por Lavoura, de propriedade da ArcelorMittal. O uso para o sitio atual de Bento Rodrigues fica por determinar.
6. O ACONTECIMENTO
O rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município brasileiro de Mariana, Minas Gerais, ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015. Rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco Mineração S.A., um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton. Inicialmente, a mineradora Samarco informou que duas barragens haviam se rompido – a de Fundão e a de Santarém. Porém, no dia 16 de novembro, a Samarco retificou a informação, afirmando que apenas a barragem de Fundão havia se rompido. O rompimento de Fundão provocou o vazamento dos rejeitos que passaram por cima de Santarém, que, entretanto, não se rompeu. As barragens foram construídas para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro retirado de extensas minas na região. O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. Ambientalistas consideraram que o efeito dos rejeitos no mar continuará por pelo menos mais cem anos, mas não houve uma avaliação detalhada de todos os danos causados pelo desastre.
7. OBJETO DA INTERVENÇÃO
A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: planetária, região, município.
8. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Estudo de campo, cartografia, seminários de textos e desenho de anteprojeto.
9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Unidade I – Estudo preliminar – 21 horas (peso 3,10)
Apresentação do curso (3 horas), seminários de textos e desenho de cartografia do acontecimento como estudo preliminar do projeto (peso 10,0).
1º atividade – Seminário de textos “A tragédia de Mariana”. (3 horas) No primeiro seminário de textos abordaremos a literatura científica sobre o desastre de Mariana produzida por arquitetos e pesquisadores de outras disciplinas. Os estudantes elaboraram uma lista de três artigos de interesse que publicaram nas referencias bibliográficas e escolheram cada um de eles um artigo académico que comentaram num texto de três páginas e que iram apresentar para o resto dos estudantes (peso 3,10)
2º atividade – Estudo cartográfico “Anatomia do desastre de Mariana”. (12 horas horas). Estudo preliminar cartográfico com objeto de entender o acontecimento nas suas multiples escalas local, regional e planetaria, e sócias, econômicas, ambientais. Os estudantes trabalharam em grupos de três personas para desenvolver uma cartografia colaborativa de grande formato. Adicionalmente será realizado de manera colaborativa um modelo tridimensional da área de Bento Rodrigues (peso 4,10).
3º atividade – Seminário de textos “O Antropoceno e o clima da historia”. (3 horas) Neste segundo seminário abordaremos a discussão histórica contemporânea a partir do texto “O clima da historia: quatro teses”, de Dipesh Chakrabarty. Cada estudante elaborara um texto critico de três paginas que apresentara em publico como antessala para um debate. A atividade inclui uma palestra sobre o nova época geológica do Antropoceno e suas implicações (peso 3,10)
Unidade II – Reconstrução digital do sitio de intervenção – 9 horas (peso 1,10)
Reconstrução digital do sitio de intervenção de Bento de Rodrigues em base a fotografias e videos achados na Internet em modalagem 3D em sketchup.
Unidade III – Projeto – 45 horas (peso 6,10)
Desenvolvimento de projeto a partir dos aprendizados das unidade 1 e 2.
1º atividade – Seminário “Memoriais e Intervenção em Patrimônio”.(3 horas). Seminário prévio a(peso 1,10).
2º atividade –Projeto de “Geo-memorial para Mariana”. (39 horas). Desenvolvimento de projeto com elaboração de programa, maquetes físicas, maquetes 3D, seções, levantamentos (peso 8,10).
10. MÉTODOS E MEIOS DE AVALIAÇÃO
Será exigida 75% da frequência. As avaliações se farão depois das unidades 1, 2 e 3.
11. BIBLIOGRAFIA
Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).
Chakrabarty, Dipesh. 2009. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91.
Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76.
Ediunec. Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade.Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.
Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.
Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.
Miranda, Maria Geralda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, Dafne Sampaio Almeida, Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.
Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.
Students works:
Simpoi ex Machina: genesis do Chthuluceno em MG Estudante: Alice Piva Download Project
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From the Sputnik to the Stack
Universidade
UFPB PPGAU
Créditos/carga horária
1Cr/15h
Semestre
2018.2
Datas/Horario
19, 20, 21 y 22 de Novembro/8 a 12 h
Local
Sala Multimedia
EMENTA
O curso Do Sputnik ao Stack: Arquitetura na Época da Computação a Escala Planetaria propõe um estudo crítico das relações do humano com seu espaço analógico e digital, através da história da tecnologia da Guerra Fria até os dias atuais. O Sputnik sovietico, a rede ARPA e o Cybersyn de Stafford Beer e Salvador Allende são alguns dos pontos de passagem para uma conversa apoiada por um repertorio conceituail que inclui o manifesto ciborgue de Donna Haraway, o espaço de fluxos de Manuel Castells, o software livre de Richard Stallman e os ciborgues espaciais estendidos de William J. Mitchell. O ponto final é a proposta do Stack de Benjamin Bratton. Baseando-se em filosofia política, teoria da arquitetura e estudos de software, Bratton propõe que plataformas de nuvem, redes inteligentes, aplicativos móveis, cidades inteligentes, automação e a Internet das Coisas podem ser vistas como formando um todo coerente: uma megaestrutura acidental que é uma infra-estrutura computacional e uma nova arquitetura de governo.
PROGRAMA
Aula 1 – 19 de Agosto – Introdução ao curso. Do Sputnik ao Stack: Uma historia das tecnologías e infraestructuras de conectividade. Estudo de casos: de cybersyn e hackitectura a google urbanism.
Aula 2 – 20 de Agosto – Seminário a partir dos textos da bibliografia.
Aula 3, 4, 5 – 21 a 23 de Agosto – Atividades e Discussões. Trabalho em sala de aula..
Resultados destacados
A Cartografia de um Assassinato Físico e Digital, começada durante o curso, tem sido apresentada no VI Simpósio Internacional LAVITS (Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade). UFBA Salvador, 27/04/2019, e no Espaço Google News no Festival 3i. Fundaçao Progreso, Rio de Janeiro, 20/10/2019.
BIBLIOGRAFIA
Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Galloway, Alexander R. Protocol: How Control Exists after Decentralization. Leonardo. MIT Press, 2004.
Greenfield, Adam. Radical Technologies: The Design of Everyday Life. London; New York: Verso, 2017.
Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.
Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.
Rheingold, Howard. Smart Mobs: The Next Social Revolution : Transforming Cultures and Communities in the Age of Instant Access. Reading, MA: Basic Books, 2007.
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A second life for European Union’s pavillion
Water 4 Bits, a Second Life for Expo92 Europe Pavillion, was a synchronize (and visitable) installation in both physical and digital space that explored dreams, nightmares and the realities of post-modern technology at the heart of Seville’s Technology Park.
The physical space was the European Pavilion at the Cartuja Technology Park, Seville. The park is the result of the urban recycling of the site of the World Fair held in the city in 1992. Although it is a successful, productive environment, some of the world fair pavilions still stand empty. One such is the European Pavillion, which nowadays looks like a ruin from a novel by J G Ballard: subterranean, empty, partly flooded. The installation in question aims to turn it into a type of visitor’s center for the archaeological exploration of the future.
Europe pavillion
The digital space was a 3D clone of the physical space created in a synthetic or Metaverse world, Open Simulator, which could be described as a free and distributed version of Second Life. This digital space shows environmental data collected from the pavilion in real-time by means of sensors (arduino-squidbee / light, relative humidity, temperature) while simultaneously displaying a project to transform the pavilion into an experimental citizen’s media lab, on the lines of the Prado and Hangar media labs (Madrid and Barcelona).
open simulator
Meanwhile, the process was documented at the Centro Andaluz de Arte Contemporáneo by means of two screens that act like mirrors: one shows the physical space and project details, while the other is an Open Simulator version of the pavilion in the future, which can be toured by visitors.
Installation
The project raised public awareness about the place as a space of opportunity for Seville and explores its future use as an experimental citizen’s media lab. Digital artists, architects, students and the public were invited to take part in a forum on the participatory construction of the project.
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Fadaiat: freedom of movement, freedom of knowledge
The straits of gibraltar is a mirror-territory of the transformations taking place in the world today: globalisation, migrations, borders, citizenship, network-society, communication, technologies… the border is a crossed-place, an extensive territory of life and mobile confinements where multiple social practices put pressure on established limits. new spaces and relationships emerge from and through the border between southern europe and northern africa.
the book and all it entails plays an important and irreplaceable role, but it is just a fragment of a process that goes far beyond it in terms of both time and subject matter. Here it opens new possible becomings that were mere conjectures until it was written; it is a line with relative autonomy running parallel to the other relatively autonomous part-projects and establishing fruitful exchanges among them, which in turn become an opportunity for new projects.
through this process, and specially the publishing of this book, we want to contribute to the existence of new spaces of social and technological hybridisations that, by forging new paths, continually (re)invent world(s).
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Situation Room
The term Situation Room is normally used to designate a secret place used in times of crisis to assess and monitor data for decision making purposes. Its origins can be traced back to World War II with the invention of computers, digitalization, and the collaboration of architects and the military. These rooms are equipped with monitors and data boards used to control everything from flows crossing the strait of Gibraltar to nuclear fission processes in Nuclear Power plants and the life support mechanisms on board the International Space Station.
Many meetings and workshops organised led to a process of discussion and experimentation that eventually produced the idea of the Technological Observatory of the Straits. Some of the main issues that intersect with the transformations now in process, as discussed above, are beginning to overlap and cross each other, and so common hypotheses are being raised in different collective spaces for theoretical discussion and practice. It is difficult to name and locate all the spaces and times that have shaped the steps of this nomadic path. Conferences, workshops, meetings in person or through chat, celebrations, conversations in different contexts, mobilisations, compilations of material shared on the tiki-wiki, online publications and comments, telephones. Collective paths and also individual paths that converge in Fadaiat and the Observatory, and that we can synthesise for the purposes of this text, without forgetting that the experiences go much further than the text. For us, all these moments of intersection have affective dimensions and intensities that cannot be reversed.
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The connected multitude
The Connected Multitude was a prototype for a networked public space, produced for a network of activists, artists and technicians. Using technologies such as a bi-directional satellite connection, wifi (in its infancy at the time) and streaming with free software, – with real time connections to México DF, Bogotá, Paris or El Viso del Alcor -, we created a space which was both local and global, digital and analog.