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Pesquisa Aplicada a Arquitetura e Urbanismo

UniversidadeUFPB 
ProgramaDepartamento Arquitetura & Urbanismo
Semestre2021.2 
Créditos/carga horária2Cr /30h
Datas/HorárioSegundas Feiras 13h a 13h; começa 23 Fevereiro 
LocalOnline

Image header: Forensic Architecture, Alice Piva, Berçarios coraliferos.

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Cidade & Humanidades Ambientais

UniversidadeUFPB
ProgramaPPGAU pós graduação Arquitetura & Urbanismo
Semestre2022.1
Créditos/carga horária2Cr / 30h
Datas/HorárioTerças Feiras 10h a 12h; 8 Março a 14 Junho
LocalOnline

As humanidades ambientais surgiram na última década como uma nova área de pesquisa interdisciplinar que visa ajudar a transpor as divisões tradicionais entre as humanidades, as ciências e as artes. O campo explora maneiras de sintetizar métodos de diferentes disciplinas para criar novas formas de pensar e imaginar por meio de problemas ambientais.

O curso explora maneiras de introduzir as humanidades ambientais no ensino de umas disciplinas, a arquitetura e o urbanismo, caracterizadas por seu excepcionalismo humano e as externalidades da queima de carbono. Isto significa introduzir noções de geofísica, ciência do clima, ecologia política, cosmogonias indígenas e tecnociência feminista. Significa incentivar colaborações transdisciplinares com geógrafos, biólogos, antropólogos, filósofos, acadêmicos literários, artistas visuais e sonoros e ativistas ambientais.

Assim, o curso propõe uma abordagem da questão urbana a partir das humanidades ambientais, respondendo aos desafios do clima e da justiça ambiental. Como imaginar uma arquitetura para humanos entendidos como simbiontes? Como desenhar cidades para a coexistência de múltiplos espécies além de humanas? Como seria um urbanismo que potencie relações de parentescos com outras espécies? Em base a estas perguntas os estudantes serão convidados a imaginar como infraestruturas e ecossistemas podem ser hibridizados de maneiras mais social e ambientalmente justas.

O programa intensivo enfatiza discussões em grupo, pequenas leituras, pensamento crítico, explorações visuais e reflexões individuais, que serão orientadas e informadas pelo professor. Os alunos serão encorajados a desenvolver abordagens pessoais e talvez não convencionais; entretanto, seu trabalho deve permanecer cientificamente preciso e respeitoso com a pesquisa original.

Header: Carla Lombardo, Porto Suape – Coreopolíticas da Terra.

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Radical Cartography

UniversidadeUFPB PPGAU
Semestre2021.1
Créditos/carga horária1Cr /15h
Datas/HorárioQuartas Feiras 9h a 12h; (19 Maio a 16 Junho)
LocalOnline

EMENTA

A cartografia radical define uma teoria e prática de fazer mapas que introduz elementos ou abordagens que abrem caminhos de usabilidade anteriormente considerados inacessíveis, invisíveis ou talvez até indesejáveis como vistos pelas lentes do esquema existente. Esse tipo de cartografia é mais ação do que representação; o mapa, em vez de representar um mundo já dado, envolve a identificação de novos componentes e a criação de novas relações. 

O curso apresenta o estado da arte da cartografia radical a partir de recentes publicações e casos de estudo – entre estes, as novas espacialidades causadas pela pandemia do Covid-19. Está destinado a arquitetos, urbanistas, geógrafos, desenhadores, artistas, cientistas sociais e estudantes de qualquer área de conhecimento que queiram aproximar-se a arte de fazer e pensar com mapas; seja de maneira teórica, prática, ou ambas.

O programa intensivo enfatiza discussões em grupo, pequenas leituras, pensamento crítico e explorações visuais, que serão orientadas e informadas pelo professor. Contará com a participação de palestrantes e especialistas convidados. Os alunos serão encorajados a desenvolver suas próprias cartografias, de nova ideação ou vinculadas a pesquisas já em andamento.

Bibliografia

Anna L. Tsing, Jennifer Deger, Alder Saxena Keleman and Feifei Zhou (editors). 2020 Feral Atlas. The-More-than-human Anthropocene. Stanford University Press. http://feralatlas.org/

Dellanoce, L., & Steiner, A. (editors) 2021. Vertical Atlas. New Silks Roads and Het Nieuwe Insitute.

Pérez de Lama, J.P.. La avispa y la orquídea hacen mapa en el seno de un rizoma: Cartografía y máquinas, releyendo a Deleuze y Guattari. Pro-Posições, vol.20, n.3, pp.121-145. 2009.

DeSoto, P. Os mapas do #15M: a arte da cartografia da multidão conectada. Liinc, pp 175-189 13(1). 

Kate Crawford and Vladan Joler. 2018 “Anatomy of an AI System: The Amazon Echo As An Anatomical Map of Human Labor, Data and Planetary Resources,” AI Now Institute and Share Lab https://anatomyof.ai

Maharawal, Manissa M., and Erin McElroy. ‘The Anti-Eviction Mapping Project: Counter Mapping and Oral History toward Bay Area Housing Justice’. Annals of the American Association of Geographers 108, no. 2 (4 March 2018): 380–89. https://doi.org/10.1080/24694452.2017.1365583.

Denil, Mark. ‘The Search for a Radical Cartography’. Cartographic Perspectives, no. 68 (1 March 2011): 7–28. https://doi.org/10.14714/CP68.6.

Lize Mogel and Alexis Bhagat. ‘An Atlas of Radical Cartography by ’. Antipode 41, no. 3 (June 2009): 587–89. https://doi.org/10.1111/j.1467-8330.2009.00688_2.x.

‘Coronavirus Maps Show How the Pandemic Reshaped Our World and Homes’. Bloomberg.Com. Accessed 29 December 2020. https://www.bloomberg.com/features/2020-coronavirus-lockdown-neighborhood-maps/.

Territorial alternativos http://territoriosalternativos.cl/

imagem do header: Eleonora Paoli (work in progress)

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Projetos Especiais em Urbanismo

UniversidadeUFPB DAU
Prof colaboradoresLeticia Palazzi, Andrea Porto, Andre Chein Alonso
Créditos/carga horária3Cr/45h
Semestre2019.1
Datas/Horariosegundo semestre
LocalDAU

1. EMENTA

Projetos especiais em urbanismo.

2. OBJETIVO GERAL

Trazer a literatura cientifica e a práxis da cartografia critica ou radical. Construir um exercício pratico de cartografia critica sobre a área metropolitana de João Pessoa. Estudo de cidade a partir de filosofia politica e aparelhos epistemológicos do comum ou bem comum.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Entender a traves da cartografia os processos urbanos em suas múltiplas escalas sócias, económicas e ambientais; desenvolver uma visão crítica sobre a cidade e seus fenômenos a partir de posiciones subalternas e dos movimentos sociais; desenvolver capacidades para trabalho colaborativo e interdisciplinar; desenvolver técnicas avançadas de pesquisa mediante o uso de parâmetros de analise desde diversos campos de conhecimento.

4. INTRODUÇÃO

É sabido como os mapas e a arte da cartografia, mais que representar uma realidade dada, são umas das ferramentas e teknés fundamentais para, de fato, “produzir a realidade”. Não existe neutralidade nos mapas, cada um de eles tem uma agenda e objetivos específicos.
A relação dos arquitetos e os urbanistas com os mapas é, ao menos, dupla. Por uma parte, os mapas oferecem informação contextual e múltipla para a preparação de um projeto num sitio particular. Por outra parte, arquitetos e urbanistas são ocasionalmente produtores eles mesmos de mapas que iram contribuir, em maior o menor medida, na produção do espaço que ira ser vivido. Ou disputado.
Se historicamente a capacidade de fazer mapas tem sido exclusiva de aqueles que tradicionalmente detêm o poder -militares, governos, corporações-, mais recentemente a arte da cartografia tem sido apropriada por atores subalternos, cientistas sociais e movimentos sociais. Temos exemplos em todo o mundo, desde os indígenas na Amazonia de Brasil ate as redes cidadãs contras as remoções de moradia em San Francisco ou camponeses na defensa dos bens comuns em Mexico. O livro de recente publicação, This is not Atlas: A global Collection of counter-cartographies, é um compendio de mapas de todo o mundo que oferece o estado da arte de cartografia como ferramenta para a ação, para construir pressão politica, como critica, como auto reflexão ou para sinalizar subjetividades espaciais.

Tomando essa tradição e fenómeno como punto de partida, o curso se propõe como uma exploração teórica e pratica do conceito da cartografia radical como uma ferramenta para compreender, pensar e atuar no cidade, e por extensão, no mundo. O trabalho principal do curso vai ser o exercício “Mapeando os bens comuns em Joao Pessoa”, a partir da metodologia Mapping the Commons levada a cabo anteriormente em Atenas, Istanbul e varias cidades do Brasil, e ganhadora em 2013 do premio Elinor Ostrom de pesquisa em bens comuns.

5. OBJETO DE ESTUDO

A área metropolitana da grande João Pessoa.

6. METODOLOGIA

Para o exercício “Mapeando os bens comuns de João Pessoa”, o curso propõe um método, desenvolvido anteriormente em varias cidades do mundo, onde o comum urbano e observado in situ, discutido, parametrizado e apresentado em formato de foto, video e cartográfico. O curso toma a grande João Pessoa como objeto de estudo para a produção de uma cartografia e diversos outros materiais sobre os bens comuns da área metropolitana, que possa contribuir como dispositivo publico nas discussões e conflitos em andamento e futuros. Mas informação: http://mappingthecommons.net

7. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Unidade I – Introdução teórica a Cartografia Crítica– (peso 3,10).

Seminário teórico “This is not an atlas”. No primeiro seminário teórico os estudantes escolheram uma das cartografia do livro e elaboraram um texto critico de três páginas que iram apresentar para o resto dos estudantes.

Unidade II – Campo – (peso 1,10).

 

Unidade III – Mapeando o Comun Urbano – (peso 6,10).

Apresentação da metodologia Mapping the Commons. Comum (ou bens comuns) incluem recursos naturais, espaços públicos urbanos e processos culturais. No seminário de textos abordaremos a noção de comum com base na literatura académica, principalmente as teses de Commonwealth de Antonio Negri & Michel Hardt, em diálogo com as noções de David Harvey, Elinor Ostrom, David Bollier e Peter Linebaugh.

Estudo paramétrico. Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da cidade contemporânea e como ela pode ser localizada? Trabalhando em pequenos grupos, cada um vai selecionar um conjunto de bens comuns para estudar, parametrizar e apresentar aos demais participantes. Depois de ampla discussão com o resto da turma, alguns dos bem comuns som selecionados para serem pesquisados de maneira aprofundada. Estudo cartográfico. Produção de cartografia dos bens comuns seleccionados.

9. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

DeSoto, P., Delinikolas, D., Dragona, D., Senel, A. and Pérez de Lama, J.P. 2015. Mapping the Urban Commons: a Parametrical and Audiovisual Method. V!RUS, 11.

Halder, S., e Kollektiv Orangotango, orgs. This Is Not an Atlas: A Global Collection of Counter-Cartographies. First edition. Social and Cultural Geography, Volume 26. Bielefeld: transcript, 2018.

Hardt, M., Negri, A. Commonwealth. El proyecto de una revolución del común. 2010.

Harvey, D. Ciudades rebeldes. Del Derecho de la ciudad a revolución urbana. 2012.

Resultados destacados

Visita a Rio Gramame, falecia Cabo Branco, Rio Jaguaribe.

Professores Andrea Leandro, Leticia Palazzi, Andres
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Critical Inquiries to the Anthropocene

The course Critical Inquiries to the Anthropocene took place at Centro de Pesquisa e Formação SESC São Paulo, from 27th to 29th March 2018 (3h per day). It was conceptualized by Pablo DeSoto and produced by Daniel González Xavier.
The course proposed a critical approach to the Anthropocene, with theoretical debates and methodological proposals in the conjunction between the arts and sciences. It was conducted by Pablo DeSoto and Renzo Taddei, a professor at UNIFESP Instituto do Mar. Around forty students from very different backgrounds attended it.
Program:
– Day 1
  • The Anthropocene as both geophysical and cultural concept. Pablo DeSoto
  • Knowing (in) the Anthropocene. Renzo Taddei

– Day 2

  • The conflicts of tomorrow and the need to think the unthinkable. Renzo Taddei
  • Anthropocene, Capitalocene, Chthulucene, staying with the trouble in Fukushima. Pablo DeSoto

– Day 3

  • Common discussion.

This activity is supported with:

Image above: Bento Rodrigues, Mariana, Minas Gerais. Photo: Felipe Werneck – Ascom/Ibama. License: Attribution-ShareAlike 2.0 Generic (CC BY-SA 2.0)

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Projeto de Edificaçoes III

UniversidadeUFPB DAU
Créditos/carga horária6Cr/90h
Semestre2018.2
Datas/HorarioOutubro/18 a 22 h
LocalSala
EmentaPDF

1. EMENTA

Projeto de Edificações em áreas de interesse histórico. Conservação e renovação arquitetônica. Aspectos relativos à percepção dos conjuntos arquitetônicos em áreas de interesse histórico-cultural.

2. OBJETIVO GERAL

Desenvolver anteprojeto arquitetónico de valor histórico-patrimonial e carater de memorial na localidade de Bento Rodrigues.

3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Desenvolver técnicas avançadas de coleta de dados em áreas de interesse histórico; entender a traves da cartografia os processos históricos em suas múltiplas escalas sócias, económicas e ambientais; desenvolver visão crítica sobre a área de intervenção entendendo as dinâmicas ali instaladas mas também as redes e fenômenos amplos vinculados; propor programa de intervenção buscando novos cenários ligados à contemporaneidade; desenvolver composições arquitetônicas que possam se integrar ao entorno já construído; desenvolver capacidades para trabalho colaborativo e interdisciplinar; introduzir as escala planetária na concepção do projeto arquitetônica.

4. INTRODUÇÃO

Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propone uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues.

No final de ano 2015 a pequena localidade mineira de Bento Rodrigues (Mariana, MG) se convertia numa Pompeia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de um barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.

5. SITIO

Bento Rodrigues é um subdistrito no município mineiro de Mariana. O subdistrito encontra-se a 35 km do centro de Mariana e a 124 km de distância da capital do Estado, Belo Horizonte. Em 2015, Bento Rodrigues tinha uma população estimada em 600 habitantes, que ocupavam cerca de 200 imóveis. O subdistrito foi um importante centro de mineração do século XVIII e o caminho da histórica Estrada Real atravessa seu centro urbano, ligando-o aos distritos de Santa Rita Durão e de Camargos. Atualmente a área ainda se caracteriza pela intensa atividade de extração mineral. No subdistrito se localizam as barragens de rejeitos de mineração denominadas Fundão e de Santarém, ambas operadas pela empresa mineradora Samarco. Além da mineração, o turismo também movimenta a economia local. Bento Rodrigues conta com um hotel fazenda logo na entrada do subdistrito, além de belezas naturais como Cachoeira do Ouro Fino, uma queda d’água de 15 metros, com lago de 5×3 metros e profundidade máxima de 1,5 m. Nas adjacências do subdistrito, além do rio Gualaxo do Norte, localizam-se distritos e povoados como os de Paracatu, Paracatu de Baixo, Rio Doce, Camargos, Barra Longa, Santa Rita Durão, Barreiro e Gesteira. Um novo povoado de Bento Rodrigues será construído para que os antigos habitantes possam deixar as casas alugadas e voltar às suas vidas. Em maio de 2016, foi decidido que os prédios ficarão em um terreno a cerca de nove quilômetros do distrito destruído; uma área de 89 hectares de propriedade conhecida por Lavoura, de propriedade da ArcelorMittal. O uso para o sitio atual de Bento Rodrigues fica por determinar.

6. O ACONTECIMENTO

O rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município brasileiro de Mariana, Minas Gerais, ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015. Rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco Mineração S.A., um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton. Inicialmente, a mineradora Samarco informou que duas barragens haviam se rompido – a de Fundão e a de Santarém. Porém, no dia 16 de novembro, a Samarco retificou a informação, afirmando que apenas a barragem de Fundão havia se rompido. O rompimento de Fundão provocou o vazamento dos rejeitos que passaram por cima de Santarém, que, entretanto, não se rompeu. As barragens foram construídas para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro retirado de extensas minas na região. O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. Ambientalistas consideraram que o efeito dos rejeitos no mar continuará por pelo menos mais cem anos, mas não houve uma avaliação detalhada de todos os danos causados pelo desastre.

7. OBJETO DA INTERVENÇÃO

A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: planetária, região, município.

8. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Estudo de campo, cartografia, seminários de textos e desenho de anteprojeto.

9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Unidade I – Estudo preliminar – 21 horas (peso 3,10)

Apresentação do curso (3 horas), seminários de textos e desenho de cartografia do acontecimento como estudo preliminar do projeto (peso 10,0).

  • 1º atividade – Seminário de textos “A tragédia de Mariana”.  (3 horas) No primeiro seminário de textos abordaremos a literatura científica sobre o desastre de Mariana produzida por arquitetos e pesquisadores de outras disciplinas. Os estudantes elaboraram uma lista de três artigos de interesse que publicaram nas referencias bibliográficas e escolheram cada um de eles um artigo académico que comentaram  num texto de três páginas e que iram apresentar para o resto dos estudantes (peso 3,10)
  • 2º atividade – Estudo cartográfico “Anatomia do desastre de Mariana”. (12 horas horas). Estudo preliminar cartográfico com objeto de entender o acontecimento nas suas multiples escalas local, regional e planetaria, e sócias, econômicas, ambientais. Os estudantes trabalharam em grupos de três personas para desenvolver uma cartografia colaborativa de grande formato. Adicionalmente será realizado de manera colaborativa um modelo tridimensional da área de Bento Rodrigues (peso 4,10).
  • 3º atividade – Seminário de textos “O Antropoceno e o clima da historia”. (3 horas) Neste segundo seminário abordaremos a discussão histórica contemporânea a partir do texto “O clima da historia: quatro teses”, de Dipesh Chakrabarty. Cada estudante elaborara um texto critico de três paginas que apresentara em publico como antessala para um debate. A atividade inclui uma palestra sobre o nova época geológica do Antropoceno e suas implicações (peso 3,10)

Unidade II – Reconstrução digital do sitio de intervenção – 9 horas (peso 1,10)

Reconstrução digital do sitio de intervenção de Bento de Rodrigues em base a fotografias e videos achados na Internet em modalagem 3D em sketchup.

Unidade III – Projeto – 45 horas (peso 6,10)

Desenvolvimento de projeto a partir dos aprendizados das unidade 1 e 2.

  • 1º atividade – Seminário “Memoriais e Intervenção em Patrimônio”.(3 horas). Seminário prévio a(peso 1,10).
  • 2º atividade –Projeto de “Geo-memorial para Mariana”. (39 horas). Desenvolvimento de projeto com elaboração de programa, maquetes físicas, maquetes 3D, seções, levantamentos (peso 8,10).

10. MÉTODOS E MEIOS DE AVALIAÇÃO

Será exigida 75% da frequência. As avaliações se farão depois das unidades 1, 2 e 3.

11. BIBLIOGRAFIA

Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).

Chakrabarty, Dipesh. 2009. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91.

Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76.

Ediunec. Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade.Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.

Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.

Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.

Miranda, Maria Geralda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, Dafne Sampaio Almeida, Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.

Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.


Students works:
Simpoi ex Machina: genesis do Chthuluceno em MG
Estudante: Alice Piva
Download Project
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From the Sputnik to the Stack

UniversidadeUFPB PPGAU
Créditos/carga horária1Cr/15h
Semestre2018.2
Datas/Horario19, 20, 21 y 22 de Novembro/8 a 12 h
LocalSala Multimedia

EMENTA

O curso Do Sputnik ao Stack: Arquitetura na Época da Computação a Escala Planetaria propõe um estudo crítico das relações do humano com seu espaço analógico e digital, através da história da tecnologia da Guerra Fria até os dias atuais. O Sputnik sovietico, a rede ARPA e o Cybersyn de Stafford Beer e Salvador Allende são alguns dos pontos de passagem para uma conversa apoiada por um repertorio conceituail que inclui o manifesto ciborgue de Donna Haraway, o espaço de fluxos de Manuel Castells, o software livre de Richard Stallman e os ciborgues espaciais estendidos de William J. Mitchell. O ponto final é a proposta do Stack de Benjamin Bratton. Baseando-se em filosofia política, teoria da arquitetura e estudos de software, Bratton propõe que plataformas de nuvem, redes inteligentes, aplicativos móveis, cidades inteligentes, automação e a Internet das Coisas podem ser vistas como formando um todo coerente: uma megaestrutura acidental que é uma infra-estrutura computacional e uma nova arquitetura de governo.

PROGRAMA

Aula 1 – 19 de Agosto – Introdução ao curso. Do Sputnik ao Stack: Uma historia das tecnologías e infraestructuras de conectividade. Estudo de casos: de cybersyn e hackitectura a google urbanism.

Aula 2 – 20 de Agosto – Seminário a partir dos textos da bibliografia.

Aula 3, 4, 5 – 21 a 23 de Agosto – Atividades e Discussões. Trabalho em sala de aula..

Resultados destacados

A Cartografia de um Assassinato Físico e Digital, começada durante o curso, tem sido apresentada no VI Simpósio Internacional LAVITS (Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade). UFBA Salvador, 27/04/2019, e no Espaço Google News no Festival 3i. Fundaçao Progreso, Rio de Janeiro, 20/10/2019.

BIBLIOGRAFIA

Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.

Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.

Galloway, Alexander R. Protocol: How Control Exists after Decentralization. Leonardo. MIT Press, 2004.

Greenfield, Adam. Radical Technologies: The Design of Everyday Life. London; New York: Verso, 2017.

Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.

Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.

Rheingold, Howard. Smart Mobs: The Next Social Revolution : Transforming Cultures and Communities in the Age of Instant Access. Reading, MA: Basic Books, 2007.

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Arquitetura no Antropoceno

UniversidadeUFPB PPGAU
Créditos/carga horária1Cr/15h
Semestre2019.2
Datas/Horario16 a 25 de Outubro, 18 a 22 h
LocalLAurb
EmentaPDF

EMENTA

Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propõe uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues (Mariana, MG).

Bento Rodrigues

A pequena localidade mineira de Bento Rodrigues se convertia em novembro de 2015 numa Pompéia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de uma barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.

A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: município, região, planetária.

BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

Chakrabarty, Dipesh. 2013. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91. Cultura e Barbarie.

BIBLIOGRAFIA SECUNDARIA

Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).

Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76. Ediunec.

Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade. Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.

Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.

Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.

Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.

Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.

Student works:

The impact of the disaster under the scope of the Planetary Boundaries offered by the Stockholm Resilience Centre. Mariana disaster planetary boundaries. Estudante: Talita Stael