Urbs, Vírus & Bits sé propõe como uma exploração das interseções do biológico e o digital e como isto moviliza uma noção avançada de arquitetura e do espaço urbano.
O curso, de caráter teórico e especulativo, se apresenta na forma de programa de seis palestras com a participação de destacadas pensadoras, pesquisadoras, e responsáveis de políticas públicas de Brasil e Latinoamérica.
Cada palestra será acompanhada de um tempo de seminario no qual os estudantes serão encorajados a responder de maneira propositiva e crítica a os conteúdos teóricos do curso.
Universidade
UFPB
Programa
PPGAU
Semestre
2021.2
Créditos/carga horária
1Cr / 15h
Datas/Horário
Terças Feiras 10h a 12h; 14 Setembro a 26 Outubro
Programa:
Urbs, vírus & bits: imaginando uma escola de cidade e humanidades ambientais, Pablo DeSoto
A pandemia global transformou nossas cidades em cenários de ficção científica distópica tornados reais, evidenciando a necessidade de formas de sensorialidade e conhecimento para além daquelas das categorias tradicionais. Ao mesmo tempo que um vírus danificava nossos corpos e paralisava nossos movimentos no espaço físico, a digitalização da vida foi intensificada criando formas expandidas de sociabilidade, mas também de exploração e desigualdade. Na frente deste cenário disruptivo são necessários novos aparelhos epistémicos e sensibilidades com os que imaginar e desenhar a coabitação para futuros possíveis.
Urbs, vírus & bits: imaginando uma escola de cidade e humanidades ambientais, Pablo DeSoto
Ciborgues e simbiontes: viver junto na nova ordem mundial, Marilia Pisani, UFABC
Ciborgues e Simbiontes: viver junto na nova ordem mundial” é um ensaio escrito por Donna Haraway em 1995 como abertura à colectânea “Cyborg Handbook”. Esta palestra mostra como esse texto permite desnaturalizar a noção de ciborgue entendido “como carne de metal”, que fica de muitas leituras do seu “Manifesto Ciborgue”, de 1987, para aproximá-lo muito mais das implicações de seu mais recente trabalho, “Staying with the trouble”, de 2016, e da noção de simbionte. Queremos com isso fazer pensar sobre o que seria uma arquitetura do antropoceno e como podemos imaginar, a partir de onde estamos e com o que temos à mão, o que seria uma arquitectura para o Chthuluceno. Para isso mobilizamos algumas noções da agroecologia de Ana Primavesi, da agricultura sintrópica de Ernst Gotsh e o trabalho da artista e design Beatrice Cornea.
Ciborgues e simbiontes: viver junto na nova ordem mundial, Marilia Pisani, UFABC
Outras computações: tecnologias digitais a arquitetura do sul global, Andres Burbano, Universidad de los Andes
A palestra começa com uma reflexão sobre as trajetórias históricas das tecnologias e práticas digitais relacionadas à arquitetura e urbanismo na América Latina e em outros lugares do Sul Global. As ideias apresentadas no decorrer desta apresentação foram motivadas pelo quadro geral do curso em torno das cidades, vírus e bits, apresentam projetos e discutem aspectos que vão desde a vida urbana, a relação com os mapas, as transformações exigidas pela pandemia quanto à informação -fluxos de desinformação e a necessidade de trabalhar de forma mais criativa e menos realista com dados de cidades disponíveis em diferentes plataformas abertas. Os trabalhos apresentados são quase sempre fruto de colaborações com outros investigadores como Daniel Cardoso, com artistas como Fernando Velázquez, com designers como Pierre Puentes, e com grupos de trabalho como COLEV e LAAD da Universidad de los Andes.
Outras computações: tecnologias digitais para a arquitetura do sul global, Andres Burbano, Universidad de los Andes
Mundo maker: tecnologias digitais, biologia sintética e biohacking, Rita Wu
Rita Wu relata suas experiências em diversas áreas como farmácia, arquitetura, biologia molecular, psicologia e, principalmente, o mundo maker, atestando sua vocação em defender o caráter social desse nicho ainda em crescimento. Em seus trabalhos explora a relação entre corpo, espaço e tecnologia, investigando a expansão que a tecnologia pode trazer para nossa percepção espacial através de interfaces vestíveis.
Rita Wu – Mundo maker: tecnologias digitais, biologia sintética e biohacking
Zona de contagio: Pandemia e vida metropolitana, Henrique Z. M. Parra, UNIFESP pimentaLab.
A intrusão viral e a experiência pandêmica de 2020-2021 provocaram o colapso entre múltiplas escalas e dimensões que dão forma a vida contemporânea. Como essa situação transforma nossas formas de conhecer, investigar, sentir e agir? Como a ciẽncia e tecnologia dominante são partes do problema que produz a Pandemia? Nessa apresentação, narramos um pouco da trajetória de investigações do Pimentalab – Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento (Unifesp) e descrevemos as atuais encruzilhas teóricas e políticas que ganharam maior força nos últimos anos. Investigamos as novas configurações do capitalismo contemporâneo e da relação saber-poder a partir da ordem técnica do mundo – infraestruturas, tecnologias de conhecimento, dispositivos de controle, tecnologias digitais e mediação cibernética – e seus modos de subjetivação, assim como formas coletivas de resistência, experimentação e sustentação do Comum nas interfaces entre territórios, corpos, dissidências e ações técnicas e científicas.
Zona de contagio: Pandemia e vida metropolitana, Henrique Z. M. Parra, UNIFESP
Cidade Inteligente: o espaço da cidadania digital, André Angra, TCE Paraíba e CBN inovaçao
Uma conversa sobre o projeto “Espaço da Cidadania Digital” o qual foi desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba e que tem como objetivo criar um ambiente de inovação na gestão pública, validação de experimentos tecnológicos e sociais disruptivos e de ferramentas digitais de controle externo e social, pensados a partir de parcerias sinergéticas com a sociedade, com as academias e instituições públicas e privadas de interesses estratégicos e coletivos. Um espaço aberto ao público e às novas ideias que almeja potencializar o exercício da cidadania, promover a educação digital inclusiva, estimular o controle social e buscar a transparência total na administração pública.
Cidade Inteligente: o espaço da cidadania digital, André Angra, TCE Paraíba e CBN inovaçao
Del 13 de Septiembre al 11 de Octubre, lunes y jueves, de 16h a 18h.
Medio
Online
Urbs, Virus y Bits se propone como un piloto de lo que imaginamos como una escuela que se aproxime a la ciudad desde las humanidades ambientales. Propone un acercamiento a las humanidades ambientales desde las prácticas digitales, artísticas y de invención de ciudad, respondiendo a los desafíos climáticos y de justicia ambiental.
Las humanidades ambientales han surgido en la última década como una nueva área de investigación interdisciplinar que tiene como objetivo ayudar a salvar las divisiones tradicionales entre las humanidades, las ciencias y las artes. Explora modos de sintetizar métodos de diferentes disciplinas para crear nuevas formas de pensar e imaginar a través de los problemas ambientales.
La pandemia global ha convertido temporalmente a nuestras ciudades en escenarios de ciencia ficción distópica poniendo de relevancia la necesidad de formas de conocimiento mas allá de la rigidez de las categorías tradicionales. Son necesarias nuevas formas de cartografiar la complejidad presente y trazar líneas de fuga a futuros posibles.
Urbs, Virus y Bits se desarrollará en cinco sesiones teóricas y cuatro sesiones prácticas y contará con la contribución de tres arquitectos-cartógrafos, una antropóloga y una comisaria de arte.
Tomando como inspiración la reciente publicación del Feral Atlas, un Antropoceno más que humano, que ofrece el estado del arte de cómo las infraestructuras humanas se entrelazan con otras especies en modos no previstos, las participantes del curso serán invitadas a explorar la cartografía radical y el diseño especulativo para imaginar como infraestructuras y ecosistemas se pueden hibridar de formas más justas social y ambientalmente.
Aunque no es indispensable, se anima a los participantes del curso a proponer un pequeño proyecto, nuevo o existente, que puede tomar la forma de mapa, de ilustración, de storytelling digital, de proyecto de arquitectura, de etnografía experimental o de exploración crítica de lenguajes audiovisuales y textuales.
Impulsado por el Instituto Mutante de Narrativas Ambientales (IMNA), el laboratorio artístico por el clima de Matadero Madrid y el Centro de Innovación en Tecnología para el Desarrollo Humano de la Universidad Politécnica de Madrid.
Dirigido por Pablo DeSoto, arquitecto experimental, artista multidisciplinar y cartógrafo radical, cofundador de hackitectura.net. Actualmente es profesor visitante extranjero en el Departamento de Posgrado en Arquitectura de la Universidad Federal de Paraíba en Brasil.
Con la participación de:
Amanda Masha Caminals, Co-directora y Comisaria del Instituto Mutante de Narrativas Ambientales (IMNA)
Feifei Zhou, Arquitecta y artista. Co-editora de Feral Atlas: un Antropoceno más que humano. http://www.feifeizhou.com
José Pérez de Lama, Profesor Titular de la Escuela de Arquitectura Universidad de Sevilla.
Sara Romero, Antropóloga e investigadora del Centro de Innovación en Tecnología para el Desarrollo Humano de la Universidad Politécnica de Madrid (itdUPM).
Programa:
Lunes 13 Septiembre, 16 a 18h – Presentación por Amanda Masha & Pablo DeSoto.
Jueves 16 Septiembre, 16 a 18h – Sesión con Pablo DeSoto.
Lunes 20 Septiembre, 16 a 18h – Sesión con José Pérez de Lama.
Jueves 23 Septiembre, 16 a 18h – Sesión con Sara Romero.
Lunes 27 Septiembre, 16 a 18h – Sesión con Feifei Zhou.
Jueves 30 Septiembre, 16 a 18h – Taller con Feifei Zhou.
Lunes 4 Octubre, 16 a 18h – Taller con Sesión con Sara Romero.
Jueves 7 Octubre, 16 a 18h – Sesión con Pablo DeSoto.
Lunes 11 Octubre 16 a 18h – Presentación de los resultados del curso.
Grupo de Estudantes de Escola de Arquitetura de Paraíba, Joao Pessoa, Brasil
Genyeverson de Souza Barros, indígena homem, artista visual no campo da gravura, atua também como designer gráfico no ateliê Truk e é estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário UNIESP, Brasil. Desenvolve projetos e pesquisas na área de territorialidade indígena, com interesse em especial nos eixos de tempo, espaço e identidade
Gilmar Filho, artista generalista multimídia e estudante de graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal da Paraíba, Brasil. Desenvolve projetos e pesquisas na área de representação gráfica, com interesse em especial em cenografia urbana.
Lucas Rolim, Arquiteto e Urbanista, formado pela Universidade Federal da Paraíba, Brasil, com foco em Design Generativo e Computacional. Atualmente mestrando na Universidade Técnica de Berlin, Alemanha.
Nayara Carolly, Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal da Paraíba e interessada em design especulativo, economia política da cultura e da arte e interfaces entre arquitetura e ciências naturais – assim como tudo que nos possibilite de sonhar coletivamente nosso futuro. Co-fundadora do Coletivo Futurível para especulações sobre a futura ocupação do planeta.
Vitor Coelho, Arquiteto e Urbanista, mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, desenvolve pesquisa sobre comuns urbanos em áreas marginalizadas de cidades metropolitanas do Sul global, como Rio de Janeiro e Caracas, a partir do fenômeno da favelização.
Filipe Mangueira, Arquiteto e Urbanista, formado pela Universidade Federal da Paraíba, Aluno especial da Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFPB na disciplina Leituras Contemporâneas de Projeto e Historiografia, pós-graduando em Gestão de Escritórios de Arquitetura e Design pelo Instituto de Pós-graduação, IPOG.
descrição_
Etnografia transescalar sobre as relações multiespécies entre as comunidades que habitam o recife coralífero do Seixas, em João Pessoa, Brasil. O projeto parte da atenção despertada pela acelerada perda de biodiversidade nesse ambiente, através do branqueamento dos corais, e o subsequente reconhecimento das relações de parentesco entre uma das autoras do projeto e o ambiente coralífero. O reconhecimento (permitir sentir?) desses afetos motiva então a investigação das demais relações e interações das comunidades humanas e infraestruturas espaciais e econômicas urbanas com as outras espécies que habitam o coral.
resultado das atividades_
A abordagem transescalar estimulada pelo workshop permitiu a concatenação de diversas perspectivas à narrativa focada na relação entre as comunidades humanas e os corais inicialmente proposta, nos fazendo reconhecer a importância e a potência de narrar fenômenos celulares e globais em conjunto com os locais. A flutuação entre dimensões microscópicas e planetárias nos possibilitou entender de maneira holística a interdependência dos atores biológicos, sociais, econômicos; e permitiu uma abordagem narrativa verdadeiramente multiespecies.
A demanda por uma investigação etnográfica motivou a articulação de uma visita de campo aos corais, atividade que não havia sido feita desde 2019. O exercício nos permitiu confrontar as narrativas que já tínhamos adotado e registrado com as perspectivas de comunidades que habitam integralmente aquele território: pescadores, condutos de barcos e pesquisadores marinhos.
Ana Gutiérrez Hernández Estudiante de Antropología social y cultural y a su vez de Historia. Trabajando en proyectos de diferentes temáticas como una etnografía sobre libros, librerías y actividades asociadas al mundo editorial; o un repositorio de divulgación sobre antropología que pretende ver la luz en próximos meses.
Kate R. Elliott Estudiante (programa de doctorado, SFU), investigando la cadena de suministro a través de la vida y muerte de carritos de supermercado, elaboración de tésis (M.Urb, 2019) examinando la reconversión de carritos por recicladores informales. Cofundadora, Gro-Carts: jardines móviles (2015).
2) description de vuestra investigación en relación al planteamiento del curso, qué? dónde? Por qué es importante? (180 palabras)Nuestro proyecto sigue examinando las narrativas de carritos del supermercado para comprender mejor el ser humano. El carrito es un objeto casi invisible pero un nodo integral del sistema de consumismo global cuyo los flujos de compras y gastos crecientes dañan al planeta y a sus especies, incluso la calidad de vida humana. El esfuerzo necesario para “despertar” a los humanos para que desaceleren su consumismo requiere métodos poderosos como la narración y formas que incluyen el aspecto visual. Los talleres de este curso nos ofrecieron la oportunidad de comenzar a tejer una narrativa basada sobre recursos/datos, ilustrada por un mapa que, aún todavía en evolución, invita a la gente de considerar de manera distinta los carritos y el sistema en (y para) que existen. 3) en que sentido la perspectiva y actividad de la cartografía transescalar multiespecies ayudó a tu investigación/proyecto (100 palabras)No se puede separar las consideraciones multiespecie y escalar de nuestro proyecto. La cartografía transescalar juega un papel integral en el estudio de cadenas de suministro. Para nuestro estudio, pensar en escala para narrar una parte de la vida de nuestro carrito de supermercado nos ayudó a llegar a la pregunta: ¿qué quiere decir “escala” del punto de vista de un carrito? Decidimos así decentralizar el aspecto humano, y tratar de “especie” el carrito, creando un protagonista cercano para nuestro cuento-en-mapa. 4) en que sentido la perspectiva y actividad de la etnografía aplicada ayudó a tu investigación/proyecto (100 palabras) La etnografía nos permitió a comprender mejor nuestro carrito, protagonista del cuento. No estudiarlo a él sino con él. Al observar a los seres humanos en el supermercado y al escuchar sus respuestas durante las entrevistas, hemos destacado detalles desde el punto de vista del carrito. En este sitio “oficial” el carrito tiene acceso a lo peor del ritmo frenético del consumismo. Aprendimos la cotidianidad de una herramienta integral al sistema capitalista, y imaginamos así su queja: los seres humanos van “llenándome, vaciándome, llenándome, vaciándome…” ¿Cómo reaccionaría nuestro carrito al leer en el transcrito de entrevista: “Un carrito es un carrito: tiene un sólo uso”?
RESUMEN / ABSTRACT:
Título: Una vida llena de otras texturas
Pocas herramientas urbanas son tan comunes como el carrito del supermercado. Su utilidad al supermercado lo define; como el martillo de Heidegger, el carrito del supermercado se vuelve visible sólo cuando no funciona. Su identidad reside en su uso. Sara Ahmed describe la (in)visibilidad de la vasija de arcilla de Silas Marner (George Eliot), cuya presencia es más notable sólo cuando está ausente, destruída en un accidente (Ahmed, 2019). La pérdida inesperada de la vasija revela una relación entre ser humano y objeto de uso. Sucede algo similar con los carritos, que nos llaman la atención en obras como The Vancouver Carts cuyas fotos de carritos en la ciudad nos revelan herramientas de recicladores informales, espacios domésticos para los sin hogar (Wood, 2016). Estas identidades siempre giran alrededor de la necesidad humana. Incluso la guía satírica de Julian Montague (2006), que pretende mostrar a los humanos la vida de carritos «vagabundos» como si fueran animales en un hábitat urbano, describe los carritos y su medio ambiente del punto de vista humano. En nuestro mapa, imaginamos la ciudad del punto de vista del carrito. Esta perspectiva revela que cualquier ciudad -Vancouver o Madrid- se vuelve una serie de superficies (texturas): linóleo, adoquines, asfalto, madera, barro y hierba… El contacto con la piel humana es menos importante que el contacto con otros materiales. Con este proyecto buscamos una manera de identificar y especular con los espacios donde ruedan carritos del supermercado: ¿cuáles dan voz al carrito? ¿cuáles son espacios de ocio? ¿de encarcelamiento? ¿Dónde se sienten los carritos más apreciados? Y ¿cuáles espacios ofrecen amistades o relaciones importantes y con qué objetos especies (palomas, caracoles, babosas, hiedras, peces, algas marinas)? ¿Qué otros tipos de carrito podrían aparecer (carritos-planta-cultivo, carritos librería, carritos habitacionales)? Al centrar el carrito en un paisaje multiespecie podremos ampliar la vida del carrito y su relación normalmente problemática con el especie más peligrosa de este hábitat: el consumidor humano.
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Multispecies Cities
Universidade
UFPB
Programa
PPGAU pós graduação Arquitetura & Urbanismo
Semestre
2021.1
Créditos/carga horária
2Cr /30h
Datas/Horário
Terças Feiras 9h a 12h; 9 Março a 11 Maio
EMENTA
Este curso oferece aos alunos a oportunidade de desenvolver uma compreensão mais profunda do Antropoceno por meio das lentes das infraestruturas e do ambiente construído e de apresentar suas próprias respostas críticas.
A principal bibliografia e ferramenta conceitual para o curso é o Feral Atlas, uma recente publicação digital comissariada e editada por três antropólogas ambientalistas e uma arquitecta, que explora os mundos ecológicos criados quando entidades não humanas se misturam com projetos de infraestruturas humanas. Em base ao Feral Atlas e observações de campo, os alunos iram a indagar um entendimento multiespecies da cidade e suas infraestruturas.
O programa intensivo enfatiza discussões em grupo, pequenas leituras, pensamento crítico, explorações visuais e reflexões individuais, que serão orientadas e informadas pelo professor. Os alunos serão encorajados a desenvolver abordagens pessoais e talvez não convencionais; entretanto, seu trabalho deve permanecer cientificamente preciso e respeitoso com a pesquisa original.
Objetivos
Ao final do curso, os alunos devem ter:
aprofundado sua compreensão do Antropoceno
desenvolvido sua compreensão das responsabilidades como arquitetos na era atual de crise ambiental e climática
desenvolvido uma sensibilidade e entendimento multiespecies da cidade e suas infraestruturas
desenvolvido abordagens artísticas para representar pesquisas científicas e observações de campo.
Krenak, Ailton. 2019. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras.
Masha Caminals, Amanda. 2020. La ciudad multiespecies. Naturación urbana para la salud y seguridad. In: Rabasco, P. Ciudad y Resiliencia. Última llamada. AKAL ediciones. ISBN: 978-84-460-4990-6.
Carla Lombardo – COREOPOLÍTICAS DA TERRA: NEOEXTRATIVISMO E SUBSISTÊNCIA NOS ESTUÁRIOS DE SUAPE
Este trabalho apresenta uma cartografia crítica sobre o território de Suape, na região metropolitana do Recife, onde está implantado o maior Porto do Nordeste do Brasil. Nela, capas temporais superpostas misturam as camadas históricas da colonização, exemplificada pelos navios negreiros e os engenhos, com a fase atual de aceleração capitalista, exemplificada pelas infraestruturas do porto industrial e a turistificação. O mapa se baseia no conceito de coreopolítica para apresentar diferentes coreografias políticas em um território em conflito: o fluxo de navios de grande porte -de até 330 mt de comprimento- e a introdução de espécies exógenas, as dragagens que possibilitam a circulação no canal e causam o desvio do fluxo do rio e do ciclo de reprodução dos tubarões; a rotina da segurança privada em moto na região administrada pelo Complexo Portuário Industrial Suape; as marisqueiras que catam e pescam para subsistir, os moradores da região que transformam esse alimento em um delicioso compost, e das doceiras da região, algumas das quais coletam os frutos -cajus, jenipapo, jaca- para preparar suas iguarias.
Carlos Pastor- ESTAÇÃO SAPO: AGÊNCIAS CRÍTICAS PARA INFRAESTRUCTURAS MULTIESPÉCIES
Uma dúzia de campos de golfe ocupa a costa de Alicante. Paradoxalmente, embora estes complexos residenciais e recreativos tenham transformado completamente os ecossistemas circundantes, a procura de recursos e energia de que necessitam tem servido para sustentar a vida de dezenas de espécies. A inauguração da estação de tratamento de água de l’Alacantí Nord em 2011, fez crescer um pomar ao longo dos anos, com os 2,5 milhões de litros de água tratada por ano que acabam no mar. Popularmente conhecido como o Rio Seco, durante séculos o seu curso era intermitente, pois cada pingo de água era utilizado para a irrigação inteligente de uma das copas da Europa. A família de turistas que vive agora no apartamento, cuida do ecossistema vizinho. Regressarão a casa sem saberem que participaram na manutenção de uma paisagem delicada que estava à beira da extinção há alguns anos.
Alice Piva – BERÇÁRIO MARINHO COMO BARREIRA PROTETIVA DA COSTA URBANA DE JOÃO PESSOA
Cenário chthulucênico composto a partir da implantação de infraestruturas multiespécies para preservação dos corais do Cabo Branco-Seixas na porção da orla marítima da cidade de João Pessoa. Atualmente, esse ecossistema encontra-se em acelerado processo de degradação por causas antrópicas: obras de contenção da erosão costeira e pela pressão ecológica exercida pelo turismo predatório, pelo processo intenso de urbanização da orla nas últimas décadas e pelos efeitos da mudança do clima global. O projeto trata-se de uma arquitetura solar punk regionalmente espacializada, que surge através do reconhecimento das relações de parentesco entre a autora e as comunidades habitantes dos corais. Soluções baseadas na natureza são esquematizadas a partir de dados bio-geológicos locais e sistemas de fabricação bio-digitais para adaptação do habitat e das dinâmicas de ocupação das áreas marinhas e costeiras, criando oportunidades para prototipagem de comunidades além-de-humanas.
Guilmar Queiroz – MEANDRO PAJEÚ: CARTOGRAFIA CRÍTICA DOS IMPACTOS DO ANTROPOCENO NO RIO PAJEÚ, EM PERNAMBUCO
Com os processos de colonização e industrialização das cidades, a relação entre os rios e o meio urbano tem se tornado conflituosa, acarretando em graves impactos ambientais e socioeconômicos. Desde o crescimento significativo de suas cidades vizinhas, todo o percurso da bacia hidrográfica do Rio Pajeú, localizado no estado de Pernambuco, tem sido progressivamente degradado por intervenções indevidas: Poluição de recursos hídricos com deposição de lixo e esgotamento doméstico e industrial, desmatamento de sua mata ciliar e extração de quantidades significativas da areia do rio. O projeto surge a partir de uma relação pessoal entre o autor e o Rio Pajeú, com o intuito de expressar graficamente, através de uma cartografia crítica, a relação antropocênica entre o rio, suas cidades margeadas e as espécies além-de-humanas.
Imagem header: Carolly Barbosa.
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Donna Haraway
EMENTA
Universidade
UFPB PPGAU
Professores
Pablo DeSoto & José Pérez de Lama (Universidad de Sevilla)
Semestre
2020.2
Créditos/carga horária
1Cr /15h
Datas/Horario
Quartas 9h a 12h – Días 9, 16, 23 e 30 de Setembro.
Local
Online
O curso aborda o pensamento de Donna Haraway, acadêmica de ciência e tecnologia, teoria feminista e estudos multiespécies, e professora emérita do departamento de Historia da Consciência da Universidade de California. Se nos anos 80 a autora explorou a figura do ciborgue a partir de uma crítica feminista ao patriarcado e ao militarismo, seu trabalho recente investiga criticamente a proposição do Antropoceno. Em meio à devastação ambiental cada vez maior, Haraway oferece no seu último livro Seguir com el problema / Ficar com o Problema novas e instigantes maneiras de reconfigurar nossas relações com a terra e seus habitantes. Ela evita referir-se ao nosso tempo presente como o Antropoceno: prefere o conceito do que chama de Chthuluceno, pois descreve melhor o nosso tempo como aquele em que humanos e não humanos estão cada vez mais inextricavelmente ligados em práticas tentaculares. O Chthuluceno, explica Haraway, requer simpoiesis, ou fazer-com, ao invés de autopoiese ou autocriação. Aprender a ficar com o problema de viver e morrer juntos em uma terra ferida favorecerá um tipo de pensamento que fornecerá os meios para construir um futuro mais habitável.
Clase 1 – Introducción
Introducción al pensamiento de Donna Haraway. Presentación de las tareas del curso.
Sin Tarea.
Clase 2 – La figura del ciborg
Lectura: El Manifesto ciborg – ciencia, tecnologia y feminismo socialista al final del Siglo XX. (35 págs)
Tarea: Escribir un micro relato (300 palabras) y crear un artefacto visual ilustrativo (puede ser un squetch, collage, video, etc) de tu condición ciborg.
Clase 3 – Chthuluceno
Lectura: Introducción, Capítulo 2 y Capítulo 4 de Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno (41 páginas).
Tarea: Explorar una sensibilidad multiespecies de la ciudad donde vives a través de la observación, hacer unas anotaciones sobre aquellas especies que te interesen, ¿qué es lo que está en juego? (500 palabras) y unas notas visuales (puede ser un collage,video, etc).
Clase 4 – Simpoiesis
Lectura: Capítulo 3 de Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno (41 páginas).
Tarea: A partir de la observación multiespecies, imaginar un proyecto multiespecies que combine arte, biología, activismo (500 palabras) y a partir de las notas y squeches antiorores comenzar a crear un artefacto visual ilustrativo (puede ser un collage,video, etc) sobre las arquitecturas e infraestructuras del Chthulucenoque serán necesarias para sostener a las comunidades multiespecies del futuro.
Desenho cartaz: Carolly Barbosa
REFERÊNCIAS
Haraway, Donna, and Helen Torres (Trad). Seguir con el problema: generar parentesco en el Chthuluceno. Bilbao: Consonni, 2019.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Em outubro de 2018 o Painel Intergovernamental de Mudança Climática – IPCC, lançou o Relatório Especial Global Warming 1.5, afirmando que, desde a era pré-industrial, o Planeta já aqueceu 1ºC e entre 2030 e 2052 o aquecimento deve chegar a 1.5ºC. Ou seja, em 100 anos a temperatura planetária aumentou aproximadamente 1oC e em um período de 10 a 30 anos deve subir mais 0.5ºC, caso as emissões GEE continuem nos níveis atuais. Em termos práticos, significa que estamos alcançando um ponto de inflexão climática irreversível, que devem provocar impactos ainda mais significativos que os atuais, tanto na sociedade quanto nos ecossistemas. As zonas costeiras, onde vive metade da população do planeta, vão ser as mais afetadas. Serão necessárias transformações urbanísticas que permitam a adaptação às novas dinâmicas climáticas e, numa perspectiva ampla, a transição para uma urbanização mais ecológica. Através de uma série de leituras científicas e de ficção especulativa, o curso explora as causas e os impactos das mudanças climáticas nas áreas urbanas costeiras brasileiras, e propõe o desenho de cenários da cidade de João Pessoa para as próximas décadas em chave de adaptação e justiça climática.
Referências
Bai, X. et al. (2016) Plausible and desirable futures in the Anthropocene: A new research agenda. Global Environmental Change. V39: 351-362.
Elmqvist, T. et al. (2018) Urban Tinkering. Sustainability Science. V13:1549–1564.
Bacigalupi, P. (2010). The windup girl. Orbit, London.
Elmqvist, T. et al. (2019). Sustainability and resilience for transformation in the urban century. Nature Sustainability | V2: 267–273.
IPCC (2018) Global Warming 1.5 | Special Report. SPM e Capítulos 2, 4 e 5. Cambridge, UK and New York, NY, USA: Cambridge University Press.
Lodi-Ribeiro, G. (Ed.). (2013). Solarpunk: histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável, 1. ed. ed. Ed. Draco, São Paulo.
O’Neill B., et al. (2017). The Roads Ahead: Narratives for Shared Socioeconomic Pathways Describing World Futures in the 21st Century. Global Environmental Change 42: 169–80.
Robinson, K. Stanley. (2018). Nueva York 2140. Orbit.
We live in a complex and conflictive world, and the political, economic and technological systems that have brought us here seem insufficient, if not counterproductive, to guide our societies in desirable directions. Modern representative democracy entered a crisis decades ago. Informational capitalism and statalism (supported by platforms, data, surveillance…) concentrate information, capital and power in the hands of a few corporations and States, whose action is guided by the maximization of profit and power. Against this oligarchic becoming, projects such as Decidim (a public-common project for developing a digital platform for participatory democracy, which we’ve helped to conceive and develop) stress the need to undertake a technological democratization: democratizing technologies (giving people control over tech, data, AI, etc.) and democratizing society through such technologies.
Achieving this requires, among other things, designing spaces where the demos (the people) can meet, reconstruct itself, deliberate and decide on complex and conflicting issues. It implies to go beyond the ancient model of the agora (the assembly square), with its spatio-temporal limitations, and the modern electoral process, with its deliberative limitations and its episodic character. In the 20th century, from the US military to cybersin, a key space for strategic decision-making was the situation room, rooms connected to different information, analysis, and communication systems.
Can these spaces be redesigned for citizen decision making, a crossing between the agora and the situation room? Is it possible to build “augmented” deliberation rooms for a better and “augmented” democracy? Could they be useful for a civilizational turn? How may they enhance or limit collective experience, intelligence, will and action? What logics of social inclusion and exclusion do they mitigate, create or recreate? What are their elements and constitutive layers? How should they be designed and governed, and by whom? Could we include non-humans in these dynamics?
A nossa casa está a arder, como explica Greta Thunberg. Queimadas e desmatamento crescentes na Amazônia, rompimento de barragens em Minas Gerais e morte do Rio Doce, emergência climática, são as noticias de nosso dia a dia no Brasil. A intensidade da devastação ambiental demanda novas formas de ensino e de produção de conhecimento baseadas em um pensamento transdisciplinar, engajado e decolonial, que tenha foco na codependência das formas de vida e os sistemas da Terra, assim como a coexistência de visões alternativas de mundos, como expressadas por diferentes sociedades. O curso Arquitetura Ambiental propõe uma série de leituras e exibição de filmes contendo um leque amplo de textos e vozes, desde o feminismo ao pensamento indígena, do ativismo a os estudos da ciência, da ecologia política ao novo campo das humanidades ambientais. A atividade prática do curso consiste no desenho de uma representação arquitetônica especulativa baseada na bibliografia do curso.
BIBLIOGRAFIA
Krenak, A., 2019. Ideias para adiar o fim do mundo. Companhia das Letras, São Paulo, SP.
Danowski, D., Viveiros de Castro, E., 2014. Há mundo por vir?: ensaio sobre os medos e o fins. Cultura e Barbárie ; Instituto Socioambiental, Florianópolis : São Paulo.
Tsing, A.L. (Ed.), 2017. Arts of living on a damaged planet. University of Minnesota Press, Minneapolis.
STUDENT WORKS
Simpoi Ex Machina, Alice PivaHaunted Landscapes of Extraction, Eleonora PaoliOs Cores da Cidade Submersa, Mirelli Gomes
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Salas de Situação
Universidade
UFPB / PPGAU
Créditos/carga horária
1Cr/15h
Semestre
2020.2
Datas/Horario
Local
Online
EMENTA
O curso propõe um acercamento crítico ao fenômeno da Smart City ou Cidade Inteligente a partir do estudo de uma de suas infra-estruturas fundamentais: a sala de situação ou situation room. Com origem na Guerra Fria e a colaboração de arquitetos e expertos em computação, a sala de situação é um espaço secreto equipado com telas e informação em tempo real. Com o avanço da digitalização, a geração de dados e a inteligência artificial, as salas de situação são oportunidades para uma maior concentração de poder em poucas mãos, mas também para iniciativas de inovação tecnopolitica e democrática, como é o caso da Sala de Cidadania Digital do Tribunal de Contas do Estado de Paraíba, onde o curso ira acontecer. A partir do estudo de conceitos como sociedade em rede, IoT, espaço dos fluxos, espaço híbrido, ciborgues espacialmente estendidos, governança algorítmica, stacks e datacracia, o curso ira a explorar de maneira teórica e prática as possibilidades cidadãs das salas de situação expandidas, propondo um exercício de desenho especulativo para a cidade de João Pessoa.
BIBLIOGRAFIA
Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.
DeSoto, Pablo. Situation Room: Diseñando un Prototipo ciudadano de Sala de Situación. dpr-barcelona, 2011.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.
Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.
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Projetos e Dispositivos Digitais no Espaço Público
O curso propõe uma exploração teórica e prática de projetos e dispositivos digitais no espaço público. A parte teórica apresenta um estudo crítico das relações do humano com seu espaço analógico e digital: sociedade rede, espaço dos fluxos, protocolos, espaço híbrido, ciborgues espacialmente estendidos, governança algorítmica, stacks. A parte prática consiste no desenho de um projeto real para Adressaparken, um espaço publico tecnológico na cidade de Trondheim. Vinculado a Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (NTNU), Adressaparken é um laboratório para pesquisa e inovação, teste de novas soluções, debate social e comunicação de conhecimento relacionado a arte e tecnologia digital no espaço urbano. Como parte da estância de pesquisa em NTNU do professor Dr Pablo DeSoto, o projeto será implementado de fato na segunda semana de Outubro. A proposta de intervenção pode explorar, por exemplo, as possibilidades da arquitetura como interface comunicativa digital entre geolocalizações remotas, criando um espaço público tecnológico ampliado entre Trondheim, Noruega e algum lugar na Amazonia de Brasil.
Professores colaboradores: Dr Lincoln David, Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAViD) UFPB; Dra Leticia Palazzi, PPGAU UFPB; Dra Thais Gaudencio, Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAViD) UFPB; Tatiana Wells, Cultura digital Brasil.
BIBLIOGRAFIA
Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.
DeSoto, Pablo. Situation Room: Diseñando un Prototipo ciudadano de Sala de Situación. dpr-barcelona, 2011.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.
Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.
Pérez de Lama Halcón, José. Devenires cı́borg: arquitectura, urbanismo y redes de comunicación. Universidad de Sevilla, 2006.
Rheingold, Howard. Smart Mobs: The Next Social Revolution : Transforming Cultures and Communities in the Age of Instant Access. Reading, MA: Basic Books, 2007.
Curso Projetos e Dispositivos Digitais no Espaço Público realizado no Espaço Cidadania Digital TCE Jaguaribe.
PROGRAMA
Aula 1 – 19 de Agosto
Introdução ao curso (Pablo DeSoto)
Do Sputnik ao Stack: Arquitetura na época da computação a escala planetaria (Pablo DeSoto)
Aula 2 – 20 de Agosto
Seminário a partir dos textos da bibliografia (todos os participantes).
Adressaparken, espaço público tecnológico en la ciudad de Trondheim (Pablo DeSoto & Lincoln David)
Resistir como Floresta (Pablo DeSoto).
Entendendo o desmantamento atual na Amazonia (Leticia Palazzi).
Aula 3 – 21 de Agosto
Entendendo o fondo Amazonia e relação com a Noruega (Tatiana Wells).
Inteligencia artificial e cartografia dinamica online (Thais Gaudencio).
Aula 4 – 22 de Agosto
Trabalho em sala de aula. Apresentação das propostas.
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Projetos Especiais em Urbanismo
Universidade
UFPB DAU
Prof colaboradores
Leticia Palazzi, Andrea Porto, Andre Chein Alonso
Créditos/carga horária
3Cr/45h
Semestre
2019.1
Datas/Horario
segundo semestre
Local
DAU
1. EMENTA
Projetos especiais em urbanismo.
2. OBJETIVO GERAL
Trazer a literatura cientifica e a práxis da cartografia critica ou radical. Construir um exercício pratico de cartografia critica sobre a área metropolitana de João Pessoa. Estudo de cidade a partir de filosofia politica e aparelhos epistemológicos do comum ou bem comum.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Entender a traves da cartografia os processos urbanos em suas múltiplas escalas sócias, económicas e ambientais; desenvolver uma visão crítica sobre a cidade e seus fenômenos a partir de posiciones subalternas e dos movimentos sociais; desenvolver capacidades para trabalho colaborativo e interdisciplinar; desenvolver técnicas avançadas de pesquisa mediante o uso de parâmetros de analise desde diversos campos de conhecimento.
4. INTRODUÇÃO
É sabido como os mapas e a arte da cartografia, mais que representar uma realidade dada, são umas das ferramentas e teknés fundamentais para, de fato, “produzir a realidade”. Não existe neutralidade nos mapas, cada um de eles tem uma agenda e objetivos específicos. A relação dos arquitetos e os urbanistas com os mapas é, ao menos, dupla. Por uma parte, os mapas oferecem informação contextual e múltipla para a preparação de um projeto num sitio particular. Por outra parte, arquitetos e urbanistas são ocasionalmente produtores eles mesmos de mapas que iram contribuir, em maior o menor medida, na produção do espaço que ira ser vivido. Ou disputado. Se historicamente a capacidade de fazer mapas tem sido exclusiva de aqueles que tradicionalmente detêm o poder -militares, governos, corporações-, mais recentemente a arte da cartografia tem sido apropriada por atores subalternos, cientistas sociais e movimentos sociais. Temos exemplos em todo o mundo, desde os indígenas na Amazonia de Brasil ate as redes cidadãs contras as remoções de moradia em San Francisco ou camponeses na defensa dos bens comuns em Mexico. O livro de recente publicação, This is not Atlas: A global Collection of counter-cartographies, é um compendio de mapas de todo o mundo que oferece o estado da arte de cartografia como ferramenta para a ação, para construir pressão politica, como critica, como auto reflexão ou para sinalizar subjetividades espaciais.
Tomando essa tradição e fenómeno como punto de partida, o curso se propõe como uma exploração teórica e pratica do conceito da cartografia radical como uma ferramenta para compreender, pensar e atuar no cidade, e por extensão, no mundo. O trabalho principal do curso vai ser o exercício “Mapeando os bens comuns em Joao Pessoa”, a partir da metodologia Mapping the Commons levada a cabo anteriormente em Atenas, Istanbul e varias cidades do Brasil, e ganhadora em 2013 do premio Elinor Ostrom de pesquisa em bens comuns.
5. OBJETO DE ESTUDO
A área metropolitana da grande João Pessoa.
6. METODOLOGIA
Para o exercício “Mapeando os bens comuns de João Pessoa”, o curso propõe um método, desenvolvido anteriormente em varias cidades do mundo, onde o comum urbano e observado in situ, discutido, parametrizado e apresentado em formato de foto, video e cartográfico. O curso toma a grande João Pessoa como objeto de estudo para a produção de uma cartografia e diversos outros materiais sobre os bens comuns da área metropolitana, que possa contribuir como dispositivo publico nas discussões e conflitos em andamento e futuros. Mas informação: http://mappingthecommons.net
7. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Unidade I – Introdução teórica a Cartografia Crítica– (peso 3,10).
Seminário teórico “This is not an atlas”. No primeiro seminário teórico os estudantes escolheram uma das cartografia do livro e elaboraram um texto critico de três páginas que iram apresentar para o resto dos estudantes.
Unidade II – Campo – (peso 1,10).
Unidade III – Mapeando o Comun Urbano – (peso 6,10).
Apresentação da metodologia Mapping the Commons. Comum (ou bens comuns) incluem recursos naturais, espaços públicos urbanos e processos culturais. No seminário de textos abordaremos a noção de comum com base na literatura académica, principalmente as teses de Commonwealth de Antonio Negri & Michel Hardt, em diálogo com as noções de David Harvey, Elinor Ostrom, David Bollier e Peter Linebaugh.
Estudo paramétrico. Pode o comum ser mapeado? Qual é a riqueza comum da cidade contemporânea e como ela pode ser localizada? Trabalhando em pequenos grupos, cada um vai selecionar um conjunto de bens comuns para estudar, parametrizar e apresentar aos demais participantes. Depois de ampla discussão com o resto da turma, alguns dos bem comuns som selecionados para serem pesquisados de maneira aprofundada. Estudo cartográfico. Produção de cartografia dos bens comuns seleccionados.
9. BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL
DeSoto, P., Delinikolas, D., Dragona, D., Senel, A. and Pérez de Lama, J.P. 2015. Mapping the Urban Commons: a Parametrical and Audiovisual Method. V!RUS, 11.
Halder, S., e Kollektiv Orangotango, orgs. This Is Not an Atlas: A Global Collection of Counter-Cartographies. First edition. Social and Cultural Geography, Volume 26. Bielefeld: transcript, 2018.
Hardt, M., Negri, A. Commonwealth. El proyecto de una revolución del común. 2010.
Harvey, D. Ciudades rebeldes. Del Derecho de la ciudad a revolución urbana. 2012.
Resultados destacados
Visita a Rio Gramame, falecia Cabo Branco, Rio Jaguaribe.
Professores Andrea Leandro, Leticia Palazzi, Andres
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Mapeando o Comum Urbano
Universidade
UFPB PPGAU
Código
SPPGAU5002 – T01 e SPPGAU5002 – T02
Professores
Pablo DeSoto & Leticia Palazzi + Andrea Porto DGEOC (Departamento de Geociências) & Paulo Rossi IESP (Instituto de Educação Superior da Paraíba) (colaboradores)
Créditos/carga horária
4Cr/60h (Pos), 3Cr/45h (Graduaçao)
Semestre
2019.2
Datas/Horario
21 a 26 de Outubro, 16 a 22 h
Local
Fundação Espaço Cultural José Lins do Rego
EMENTA
Curso teórico-pratico de exploração, discussão e mapeamento dos bens comuns urbanos ou comum urbano (urban commons). Toma a forma principal de laboratório inter-disciplinar onde encontram-se para trabalhar juntos arquitetos, geógrafos, ativistas, artistas visuais, científicos sociais e estudantes de diferentes disciplinas. O curso propõe um método de laboratório, desenvolvido anteriormente em varias cidades do mundo e ganhador do Premio Elinor Ostrom por a Universidade de Buenos Aires, no qual o comum urbano é estudado, parametrizado e apresentado em formato visual e cartográfico. O laboratório abrange a grande João Pessoa como objeto de estudo para a produção de uma contra-cartografia em grande formato sobre seus bens comuns da área metropolitana, que possa contribuir como dispositivo publico nas discussoes e conflitos em andamento.
Estudo dirigido – 27 Agosto a 12 Outubro. Online. Leitura e análise dos livros e artigos principais da bibliografia.
Aulas teóricas e Laboratório de cartografia. – 21 a 25 de Outubro. Espaço Cultural, 16 a 22h. Aula 1: contra-cartografia. Aula 2: comum. Aula 3: cidade.
Intervençao urbana – 26 de Outubro. Corais de Seixas.
BIBLIOGRAFIA
DeSoto, P., Delinikolas, D., Dragona, D., Senel, A. and Pérez de Lama, J.P. 2015. Mapping the Urban Commons: a Parametrical and Audiovisual Method. V!RUS, 11.
Halder, S., e Kollektiv Orangotango, orgs. This Is Not an Atlas: A Global Collection of Counter-Cartographies. First edition. Social and Cultural Geography, Volume 26. Bielefeld: transcript, 2018.
Hardt, M., Negri, A. Bem Estar Común. 2016.
Harvey, D. Ciudades rebeldes. Del Derecho de la ciudad a revolución urbana. 2012
Resultados
Quatro principais bens comuns ameaçados da cidade de João Pessoa foram identificados e parametrizados no Curso: o Rio Gramame, que é a principal fonte de abastecimento de água da região metropolitana, se encontra poluído pelos agrotóxicos da agricultura e rejeitos industriais; o Rio Jaguaribe, que atravessa a cidade de sul a norte recebendo esgotos domésticos e resíduos depositados de modo irregular no sistema de drenagem da cidade; o Rio Sanhauá e o Porto do Capim, berço e patrimônio histórico da cidade, são alvos recentes da especulação imobiliária e do turismo predatório; e por fim, o sistema de falésias do Cabo Branco, que é margeado pelo terceiro maior recife de corais do mundo, e que vem sendo destruído pela supressão da mata atlântica e um sistema inadequado de drenagem.
O curso culminou em uma ação direta de cidadania que foi realizada durante a manhã do sábado 26 de Outubro nas “Piscinas Naturais de Corais da Praia do Seixas”, que situa-se no litoral sul e fica em frente à “Falésia do Cabo Branco” e ao Farol do Cabo Branco e à Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes.
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Critical Inquiries to the Anthropocene
The course Critical Inquiries to the Anthropocene took place at Centro de Pesquisa e Formação SESC São Paulo, from 27th to 29th March 2018 (3h per day). It was conceptualized by Pablo DeSoto and produced by Daniel González Xavier.
The course proposed a critical approach to the Anthropocene, with theoretical debates and methodological proposals in the conjunction between the arts and sciences. It was conducted by Pablo DeSoto and Renzo Taddei, a professor at UNIFESP Instituto do Mar. Around forty students from very different backgrounds attended it.
Program:
– Day 1
The Anthropocene as both geophysical and cultural concept. Pablo DeSoto
Knowing (in) the Anthropocene. Renzo Taddei
– Day 2
The conflicts of tomorrow and the need to think the unthinkable. Renzo Taddei
Anthropocene, Capitalocene, Chthulucene, staying with the trouble in Fukushima. Pablo DeSoto
Projeto de Edificações em áreas de interesse histórico. Conservação e renovação arquitetônica. Aspectos relativos à percepção dos conjuntos arquitetônicos em áreas de interesse histórico-cultural.
2. OBJETIVO GERAL
Desenvolver anteprojeto arquitetónico de valor histórico-patrimonial e carater de memorial na localidade de Bento Rodrigues.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Desenvolver técnicas avançadas de coleta de dados em áreas de interesse histórico; entender a traves da cartografia os processos históricos em suas múltiplas escalas sócias, económicas e ambientais; desenvolver visão crítica sobre a área de intervenção entendendo as dinâmicas ali instaladas mas também as redes e fenômenos amplos vinculados; propor programa de intervenção buscando novos cenários ligados à contemporaneidade; desenvolver composições arquitetônicas que possam se integrar ao entorno já construído; desenvolver capacidades para trabalho colaborativo e interdisciplinar; introduzir as escala planetária na concepção do projeto arquitetônica.
4. INTRODUÇÃO
Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propone uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues.
No final de ano 2015 a pequena localidade mineira de Bento Rodrigues (Mariana, MG) se convertia numa Pompeia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de um barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.
5. SITIO
Bento Rodrigues é um subdistrito no município mineiro de Mariana. O subdistrito encontra-se a 35 km do centro de Mariana e a 124 km de distância da capital do Estado, Belo Horizonte. Em 2015, Bento Rodrigues tinha uma população estimada em 600 habitantes, que ocupavam cerca de 200 imóveis. O subdistrito foi um importante centro de mineração do século XVIII e o caminho da histórica Estrada Real atravessa seu centro urbano, ligando-o aos distritos de Santa Rita Durão e de Camargos. Atualmente a área ainda se caracteriza pela intensa atividade de extração mineral. No subdistrito se localizam as barragens de rejeitos de mineração denominadas Fundão e de Santarém, ambas operadas pela empresa mineradora Samarco. Além da mineração, o turismo também movimenta a economia local. Bento Rodrigues conta com um hotel fazenda logo na entrada do subdistrito, além de belezas naturais como Cachoeira do Ouro Fino, uma queda d’água de 15 metros, com lago de 5×3 metros e profundidade máxima de 1,5 m. Nas adjacências do subdistrito, além do rio Gualaxo do Norte, localizam-se distritos e povoados como os de Paracatu, Paracatu de Baixo, Rio Doce, Camargos, Barra Longa, Santa Rita Durão, Barreiro e Gesteira. Um novo povoado de Bento Rodrigues será construído para que os antigos habitantes possam deixar as casas alugadas e voltar às suas vidas. Em maio de 2016, foi decidido que os prédios ficarão em um terreno a cerca de nove quilômetros do distrito destruído; uma área de 89 hectares de propriedade conhecida por Lavoura, de propriedade da ArcelorMittal. O uso para o sitio atual de Bento Rodrigues fica por determinar.
6. O ACONTECIMENTO
O rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município brasileiro de Mariana, Minas Gerais, ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015. Rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco Mineração S.A., um empreendimento conjunto das maiores empresas de mineração do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton. Inicialmente, a mineradora Samarco informou que duas barragens haviam se rompido – a de Fundão e a de Santarém. Porém, no dia 16 de novembro, a Samarco retificou a informação, afirmando que apenas a barragem de Fundão havia se rompido. O rompimento de Fundão provocou o vazamento dos rejeitos que passaram por cima de Santarém, que, entretanto, não se rompeu. As barragens foram construídas para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro retirado de extensas minas na região. O rompimento da barragem de Fundão é considerado o desastre industrial que causou o maior impacto ambiental da história brasileira e o maior do mundo envolvendo barragens de rejeitos, com um volume total despejado de 62 milhões de metros cúbicos. A lama chegou ao rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, muitos dos quais abastecem sua população com a água do rio. Ambientalistas consideraram que o efeito dos rejeitos no mar continuará por pelo menos mais cem anos, mas não houve uma avaliação detalhada de todos os danos causados pelo desastre.
7. OBJETO DA INTERVENÇÃO
A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: planetária, região, município.
8. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Estudo de campo, cartografia, seminários de textos e desenho de anteprojeto.
9. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Unidade I – Estudo preliminar – 21 horas (peso 3,10)
Apresentação do curso (3 horas), seminários de textos e desenho de cartografia do acontecimento como estudo preliminar do projeto (peso 10,0).
1º atividade – Seminário de textos “A tragédia de Mariana”. (3 horas) No primeiro seminário de textos abordaremos a literatura científica sobre o desastre de Mariana produzida por arquitetos e pesquisadores de outras disciplinas. Os estudantes elaboraram uma lista de três artigos de interesse que publicaram nas referencias bibliográficas e escolheram cada um de eles um artigo académico que comentaram num texto de três páginas e que iram apresentar para o resto dos estudantes (peso 3,10)
2º atividade – Estudo cartográfico “Anatomia do desastre de Mariana”. (12 horas horas). Estudo preliminar cartográfico com objeto de entender o acontecimento nas suas multiples escalas local, regional e planetaria, e sócias, econômicas, ambientais. Os estudantes trabalharam em grupos de três personas para desenvolver uma cartografia colaborativa de grande formato. Adicionalmente será realizado de manera colaborativa um modelo tridimensional da área de Bento Rodrigues (peso 4,10).
3º atividade – Seminário de textos “O Antropoceno e o clima da historia”. (3 horas) Neste segundo seminário abordaremos a discussão histórica contemporânea a partir do texto “O clima da historia: quatro teses”, de Dipesh Chakrabarty. Cada estudante elaborara um texto critico de três paginas que apresentara em publico como antessala para um debate. A atividade inclui uma palestra sobre o nova época geológica do Antropoceno e suas implicações (peso 3,10)
Unidade II – Reconstrução digital do sitio de intervenção – 9 horas (peso 1,10)
Reconstrução digital do sitio de intervenção de Bento de Rodrigues em base a fotografias e videos achados na Internet em modalagem 3D em sketchup.
Unidade III – Projeto – 45 horas (peso 6,10)
Desenvolvimento de projeto a partir dos aprendizados das unidade 1 e 2.
1º atividade – Seminário “Memoriais e Intervenção em Patrimônio”.(3 horas). Seminário prévio a(peso 1,10).
2º atividade –Projeto de “Geo-memorial para Mariana”. (39 horas). Desenvolvimento de projeto com elaboração de programa, maquetes físicas, maquetes 3D, seções, levantamentos (peso 8,10).
10. MÉTODOS E MEIOS DE AVALIAÇÃO
Será exigida 75% da frequência. As avaliações se farão depois das unidades 1, 2 e 3.
11. BIBLIOGRAFIA
Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).
Chakrabarty, Dipesh. 2009. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91.
Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76.
Ediunec. Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade.Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.
Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.
Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.
Miranda, Maria Geralda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, Dafne Sampaio Almeida, Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.
Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.
Students works:
Simpoi ex Machina: genesis do Chthuluceno em MG Estudante: Alice Piva Download Project
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From the Sputnik to the Stack
Universidade
UFPB PPGAU
Créditos/carga horária
1Cr/15h
Semestre
2018.2
Datas/Horario
19, 20, 21 y 22 de Novembro/8 a 12 h
Local
Sala Multimedia
EMENTA
O curso Do Sputnik ao Stack: Arquitetura na Época da Computação a Escala Planetaria propõe um estudo crítico das relações do humano com seu espaço analógico e digital, através da história da tecnologia da Guerra Fria até os dias atuais. O Sputnik sovietico, a rede ARPA e o Cybersyn de Stafford Beer e Salvador Allende são alguns dos pontos de passagem para uma conversa apoiada por um repertorio conceituail que inclui o manifesto ciborgue de Donna Haraway, o espaço de fluxos de Manuel Castells, o software livre de Richard Stallman e os ciborgues espaciais estendidos de William J. Mitchell. O ponto final é a proposta do Stack de Benjamin Bratton. Baseando-se em filosofia política, teoria da arquitetura e estudos de software, Bratton propõe que plataformas de nuvem, redes inteligentes, aplicativos móveis, cidades inteligentes, automação e a Internet das Coisas podem ser vistas como formando um todo coerente: uma megaestrutura acidental que é uma infra-estrutura computacional e uma nova arquitetura de governo.
PROGRAMA
Aula 1 – 19 de Agosto – Introdução ao curso. Do Sputnik ao Stack: Uma historia das tecnologías e infraestructuras de conectividade. Estudo de casos: de cybersyn e hackitectura a google urbanism.
Aula 2 – 20 de Agosto – Seminário a partir dos textos da bibliografia.
Aula 3, 4, 5 – 21 a 23 de Agosto – Atividades e Discussões. Trabalho em sala de aula..
Resultados destacados
A Cartografia de um Assassinato Físico e Digital, começada durante o curso, tem sido apresentada no VI Simpósio Internacional LAVITS (Rede Latino-Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade). UFBA Salvador, 27/04/2019, e no Espaço Google News no Festival 3i. Fundaçao Progreso, Rio de Janeiro, 20/10/2019.
BIBLIOGRAFIA
Bratton, Benjamin H. The Stack: On Software and Sovereignty. Software Studies. MIT Press, 2015.
Haraway, Donna. O Manifesto ciborgue – ciência, tecnologia e feminismo socialista no final do século XX. 1985.
Galloway, Alexander R. Protocol: How Control Exists after Decentralization. Leonardo. MIT Press, 2004.
Greenfield, Adam. Radical Technologies: The Design of Everyday Life. London; New York: Verso, 2017.
Medina, Eden. Revolucionarios cibernéticos: Tecnología y política en el Chile de Salvador Allende. LOM Ediciones, 2013.
Mitchel, William J, and William J Mitchel. Me++: The Cyborg Self and the Networked City. MIT Press, 2004.
Rheingold, Howard. Smart Mobs: The Next Social Revolution : Transforming Cultures and Communities in the Age of Instant Access. Reading, MA: Basic Books, 2007.
Tomando como ponto de partida a consideração da zona cero da catástrofe de Mariana – o maior desastre ambiental da historia de Brasil – como área de interesse histórico, o curso propõe uma intervenção arquitetônica no seu epicentro emblemático: as ruínas de Bento Rodrigues (Mariana, MG).
Bento Rodrigues
A pequena localidade mineira de Bento Rodrigues se convertia em novembro de 2015 numa Pompéia contemporânea, uma memória iconográfica que o tempo congelou. A diferencia da cidade romana, a total destruição da localidade não tinha origem num evento natural -um vulcano-, mas antropogênico – o rompimento de uma barragem construído para acomodar os rejeitos provenientes da extração do minério de ferro que são retirados de extensas minas na região. A lama produz 19 mortes diretas de moradores e danificou a bacia do Rio Doce e uma grande área costa atlântica do Brasil.
A intervenção tem como objeto a adequação do sitio de Bento Rodrigues num memorial, refletindo no seu programa sobre a complexidade social, econômica e ambiental do desastre acontecido em 2015. Dessa maneira, o curso propõe a exploração de uma nova tipologia de memorial, um Geo-Memorial, definido este por um programa que deve refletir tanto na memória das populações humanas e não humanas afetadas como nas múltiplas escalas geográficas e geológicas do acontecimento: município, região, planetária.
BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL
Chakrabarty, Dipesh. 2013. O clima da Historia: Quatro Teses. Sopro 91. Cultura e Barbarie.
BIBLIOGRAFIA SECUNDARIA
Arcuri, Marcia, Paulo Otávio Laia, and Rodrigo Suñer. 2015. Territórios e patrimônios na lama das negociações: desafios para a museologia comunitária na Barragem de Fundão. Arquivos do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 24 (1–2).
Dias, Adriano, Gustavo Luz, Viviane Assunção, and Teresinha Gonçalves. 2018. Mariana, O Maior Desastre Ambiental Do Brasil: Uma Análise Do Conflito Socioambiental. In Planejamento e Gestão Territorial: A Sustentabilidade Dos Ecossistemas Urbanos, 455–76. Ediunec.
Galvão, Nadielli Maria dos Santos, João Arlindo de Vasconcelos Monteiro, and Andreza Cristiane Silva de Lima. 2018. Desastre ambiental em Mariana, Minas Gerais (MG): um estudo à luz da teoria da Legitimidade. Revista Brasileira de Contabilidade, no. 229 (March): 14–29.
Ghoshn, Rania. 2018. Geostories: Another Architecture for the Environment. New York, NY: Actar Publisher.
Lopes, Luciano Motta Nunes. 2016. O rompimento da barragem de Mariana e seus impactos socioambientais. Sinapse Múltipla 5 (1): 1.
Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Aline Cordeiro Rodrigues, and Dafne Sampaio Almeida. 2017. Where Is My City, or the Impact of Samarco’s Tragedy in the Lives of Bento Rodrigues’s Residents. Interações (Campo Grande) 18 (2): 3–12.
Silva, Géssica Auxiliadora da, Diego Luiz Teixeira Boava, and Fernanda Maria Felício Macêdo Boava. 2017. Refugiados de Bento Rodrigues: o desastre de Mariana, MG.
Student works:
The impact of the disaster under the scope of the Planetary Boundaries offered by the Stockholm Resilience Centre. Mariana disaster planetary boundaries. Estudante: Talita Stael
Universidade Federal do Rio de Janeiro – Escola de Comunicação
Curso de graduação e extensão (aberto a participantes de fora da UFRJ)
Data: 4 de setembro a 27 de novembro. Horário: Quarta-feiras, das 11h às 13h
Professores: José Messias Santos, Kênia Freitas e Pablo de Soto (orientación Prof. Doctora Ivana Bentes)
Código da Disciplina: ECS500
Local: Auditório da CPM da ECO UFRJ
Ementa:
O curso se propõe a pensar as redes, os jogos e os mapas: como conceitos e ferramentas dos coletivos artivistas e das lutas de resistência contemporâneos. Pensando estes elementos a partir da sua historiografia e de uma revisão bibliográfica conjuntamente com as experiências concretas, ou seja, ao mesmo tempo uma teoria e uma prática.
Em que sentido as redes se constituem como um campo de disputa de significados e produção de subjetividade? Como os jogos e o entretenimento em geral podem fazer parte de um projeto político de constituição do comum? Qual o papel dos mapas neste novo ciclo de luta globais? São algumas das questões que buscaremos responder ao longo deste curso.
Para isso, cada aula será dividida em dois momentos: 1) Uma apresentação do tema, baseada na bibliografia proposta. 2) Seminário apresentado por um palestrante convidado em que serão discutidas as questões em seus aspectos mais práticos da atuação dos coletivos.
Além disso, propomos uma trabalho prático-teórico-metodológica de Mapeamento do bem comum de Rio de Janeiro.
Programa:04/09 – Apresentação da proposta do curso.
Conceituação e historiografia. O que é a Cultura das Redes? Quais as principais experiências e coletivos contemporâneos? Pelo que eles se caracterizam? Quais as metodologias? Redes P2P. O que é? Quais as experiências?
11/09 – Arquitetura lógica da internet.
https://youtube.com/watch?v=g4hO_-TuTlo%3F
Pensar a estrutura física da rede. Pensar como a internet e a computação funcionam. Que tipo de pensamento e cultura essa arquitetura leva? A forma como a rede e a informática /se desenvolveram não está desassociada de seus usos potenciais. É preciso conhecer para reprogramar/recodificar: confluências entre informática, design e comunicação.
18/09 – Rede ativismo.
Pensar o Novo Ciclo de Lutas Globais a partir de uma reflexão sobre o ciclo que teve início em Seattle. Como esse ativismo se transformou ao longo dos anos – de 1999 a 2011? Quais foram as inflexões políticas e tecnológicas do período? Experiências contemporâneas:, Primavera Árabe, Revolução Islandesa, 15M, Occupy Wall Street, Greve Estudantil do Chile, #OcuppyGezi.video 25/09 – Função-autor-anonymous e as estéticas da existência.
Relação entre autoria e anonimato nas ações políticas contemporâneas. Como as questões acerca das técnicas de si e do governo de si e dos outros ajudam a compor a multidão para além das subjetividades.
27/09 – Apresentaçao de Guifi.net la red autogestionada más grande del mundo.
El proyecto Guifi.net, junto con sus comunidades hermanas del movimiento mundial de redes libres, recupera la idea original de la primera internet del compartir creando un tejido cognoscitivo, social, económico y tecnológico que favorece el empoderamiento colectivo adaptado a la realidad y necesidades actuales de cualquier organización o persona de cualquier lugar del mundo.
Auténtica banda ancha (conexiones de hasta gigabit por segundo), simetría (móntate un minidatacenter en tu propia casa), IPv6 públicas para todas, fibra óptica, servidores multimedia, telefonía, streaming… en 22000 nodos operativos hasta la fecha.
09/10 – Apresentaçao da parte prática do curso: Mapeando o bem comum do Rio de Janeiro
O conceito recorrente de commons se elabora sobre a ideia de que, em nosso mundo atual, a produção da riqueza e a vida social dependem em grande medida da comunicação, da cooperação, dos afetos e da criatividade coletiva (Negri e Hardt). O “comum” seria então os ambientes de recursos compartilhados, que são gerados pela participação de muitos e que constituem o tecido produtivo essencial das metrópoles contemporâneas. Devido a tradição do privado e do público, da propriedade e do individualismo, é difícil enxergarmos a propriedade coletiva com nossos olhos do final do século XX. Propomos, portanto, uma busca ao bem comum, por meio de um processo de mapeamento. Mais info.
09/10 – Metrópolis globais, cidadanías insurgentes: Atenas, Istambul, Rio de Janeiro
As ocupaçoes urbanas insurgentes, de Tahrir a Sintagma, de Sol a Taksim, Zuccoti Park a praça Catalunya, de Ocupa Rio a Ocupa Cabral e Ocupa Camara som uma construçao social alem das categorías público-privado.
16/10 – Mapeamento/cartografia nas redes.
Novos mapas de visualização dos coletivos, movimentos e ativismos na rede. Pensar a confluência dos territórios urbanos e virtuais. Os mapas do #15M: do rizoma ao sistema-rede constituinte. O arte da cartografia das multitudes conectadas. Ferramentas de análise: extração de dados, visualização.
23/10 – Rede-ativismo-arte.
Artivismo: como os coletivos artísticos estão operando com o hibridismo entre arte e ativismo? Anonymous, Pensar as estéticas audiovisuais/artísticas que perpassam os coletivos: mixagem, apropriação, desvio, ocupação do espaço urbano e virtual.
30/10 – Jogos eletrônicos e “Tecno-mestiçagem”.
É possível incluir as estratégias de reapropriação do entretenimento contemporâneo dentro de uma lógica de antropofagia e hibridização? A gambiarra como proposta de operativo conceitual. Redes de sociabilidade, autoformação e tutoria como campos de resistência.
5/11 – Reuniao Mapeando o bem comum do Rio de Janeiro.
Apresentaçao dos resultados parcais da produçao de videos sobre os bens comuns da cidade. Cada grupo apresenta seus videos e parametrizaçoes. Lugar: MediaLab.
6/11 – Tecnopolítica e 15M: A potencia das multidoes conectadas.
Lugar: CPM.
13/11 – Economia do comum em rede / colaborativa / crowdfunding
Como se organiza essa nova economia das redes? Como funcionam as experiências de coletivos que utilizam moedas próprias de circulação?
21 a 23/11 – Laboratorio: Mapeando o bem comum do Rio de Janeiro.
Apresentaçao dos resultados parcais da produçao de videos sobre os bens comuns da cidade. Cada grupo apresenta seus videos e parametrizaçoes. Lugares: Casa Nuvem e MediaLab.
27/11 – Formação: Experiências educacionais e de auto-formação em rede .
Espaços de sociabilidade, instrumentalização e tutoria como campos de resistência.
4/12 – Correçoes finales Mapeando o bem comum do Rio de Janeiro.
Apresentaçao dos resultados parcais da produçao de videos sobre os bens comuns da cidade. Cada grupo apresenta seus videos e parametrizaçoes. Correçoes finales.
13/12 – Entrega final.
Publicaçao online dos videos e parámetros resultado da prática do curso.
14/12 – 14 a 16h. Encontro videoativismo.
Lugar: Radio Interferencia UFRJ.
Bibliografia:
CASTELLS, Manuel; CARDOSO, Gustavo (Orgs.). A Sociedade em Rede: do conhecimento à ação política; Conferência. Belém (Por) : Imprensa Nacional, 2005.
CASTELLS, Manuel. Redes de indignación y esperanza. Los movimientos sociales en la era de Internet. Alianza Editorial, 2012.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. “Introdução: Rizoma”. In: Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia. Vol. 1. Editora 34, 1995.
DELINIKOLAS, Demitiri, DE SOTO, Pablo, DRAGONA, Daphne. Mapping the Urban Commons. A new representation system for cities through the lenses of the commons. Hybrid City, 2013.
FOUCAULT, Michel. Estética: literatura e pintura, música e cinema – ditos & escritos III. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Ed. Hucitec, 1985.
HARDT y NEGRI, Commonwealth. El proyecto de una revolución del común, Michael Hardt y Antonio Negri, Akal 2011.
HARVEY, David. Ciudades rebeldes. Del derecho de la ciudad a la revolución urbana. Akal 2013.
GALLOWAY, Alexander. Protocol: how control exists after decentralization. The MIT Press Cambridge, Massachusetts London, England, 2004.
JOHNSON, Steven. Cultura da Interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
KITTLER, Friedrich. “There is no software”. In: KITTLER, Friedrich; JOHNSTON, John (Org.). Literature, Media, Information Systems: Essays (Critical Voices in art, theory and culture). New York: Routledge, 2012.
LATOUR, Bruno. Reagregando o social: uma introdução à teoria do ator-rede. Salvador: EDUFBA, 2012.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.
PADILLA, Margarita. El Kit de la Lucha en Internet: para viejos militantes y nuevas activistas. Madrid: Traficantes de Sueños, 2012.
PARIKKA, Jussi. Digital Contagions: A Media Archaeology of Computer Viruses. New York: Peter Lang Publishing, 2007.
PARIKKA, Jussi; SAMPSON, Tony. The Spam Book: On Viruses, Porn, and Other Anomalies from the Dark Side of Digital Culture. New York: Hampton Press, 2009.
TORET, Javier (coord.). Tecnopolítica: la potencia de las multitudes conectadas. El sistema red 15M, un nuevo paradigma de la política distribuida. Universitra Oberta de Catalunya, 2013.
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Drone Hackademy
La primera puesta en acción de la #DroneHackademy tuvo lugar en Rio de Janeiro en junio de 2015 hospedada por el MediaLab de la Escuela de Comunicación de la Universidad Federal de Rio de Janeiro y contó con el apoyo de la Red Latino-americana de investigación en Vigilancia, Tecnología y Sociedad, ambas instituciones bajo la coordinación de la profesora Fernanda Bruno.
La propuesta tiene como antecedente directo un pequeño evento realizado en 2012 en el espacio cultural Casa Amarela situada en lo alto del Morro Providencia, la primera favela de Brasil, donde fue presentado el proyecto Guerrilla Drone. Equipado con un videoproyector láser para ampliar las posibilidades de acciones directas o actuaciones con apoyo audiovisual aéreo, Guerrilla Drone llevó a cabo una serie de proyecciones en las muros de las casas para denunciar las tentativas de desalojo de los vecinos por parte de la prefectura.
La metrópolis brasileña es un escenario urbano central y desafiante para pensar la visualidad hegemónica y la contravisualidad aérea contemporáneas. En el contexto de la realización de #DroneHackademy en Rio de Janeiro, la ciudad se encontraba atravesada por las controvertidas transformaciones urbanas vinculadas a los mega-eventos de la Copa del Mundo y los Juegos Olímpicos, que producían violencia inmobiliaria y tentativas de expulsiones de comunidades como las del área portuaria o las de la Vila Autódromo, o las protestas del movimiento #OcupaGolf por la construcción de un campo de golf en la reserva biológica de Marapendi en la Barra de Tijuca.
#DroneHackademy Rio de Janeiro contó con la participación de diez estudiantes, artivistas y representantes de colectivos e asociaciones de la región metropolitana de Rio de Janeiro y de otras ciudades de Brasil que fueron seleccionados mediante convocatoria pública.
Los participantes incluyeron a dos cineastas de las áreas periféricas metropolitanas (Pavuna y Duque de Caxias); un joven de 18 años del Grupo de Teatro del Oprimido de la favela de Maré, una de las más tensas de Rio de Janeiro; una joven investigadora de drones y arte de Cuiaba; al creador de la primera impresora 3D de Brasil -el proyecto meta máquina-; un fotógrafo del área portuaria que en pleno proceso de resistencia a la gentrificación; un experimentado piloto de DJI Phantom; un activista por el espectro libre, y una estudiante de arquitectura que es parte del laboratorio de fabricación digital de la Universidad Pública.
Durante una semana los participantes fueron introducidos a una genealogía del espacio aéreo radical y practicaron vuelo con simulador y vuelo real con multicópteros.
Fueron construidos desde cero dos Flones, uno de ellos con Arducopter, una plataforma para UAVs de código abierto creada por la comunidad de drones do it yourself basada en en la plataforma Arduino. Los pasos de su construcción fueron documentados en una plataforma wiki.
Como actividad práctica final propusimos situarnos en algún lugar de la ciudad para experimentar la potencia de los UAVs en producir contravisualidad aérea y objetividad feminista contra la mirada conquistadora desde ningún lugar.
Drone Hackademy last for a week combining theory and practical application. Participants learn both how to build unmanned aerial vehicles and how and why to protect themselves and their communities against them. The final activity consists in the realization of a operation where drones are employed in a socially beneficial function. The objective of Drone Hackademy is therefore to provide this technology to those places and situations where its use is ethically justified in order to counterpower social/spatial/environmental injustice. #Dronehackademy collaborates with these communities and territories contributing the capacity of action in the airspace. Two open source UAVS were built, a FLONE with cell phone control and a FLONE with arducopter control.